O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 06/06/2020

Parafraseando o filósofo Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”. De maneira análoga, é nítido que os impasses socioeducativos das instituições educacionais, sobretudo, a violência, prejudicam a formação cidadã. Com efeito, é mister analisar e expor as falhas sistêmicas que agravam o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar, bem como viabilizar medidas para mitigá-las.

Em primeiro plano, é imperativo pontuar que o modelo educacional vigente contribui com esse cenário alarmante. Nessa ótica, constata-se que as altas taxas de violência nas escolas são reflexos de um método de ensino ainda positivista, isto é, inflexível e rigoroso, o que torna o ambiente escolar, muitas vezes, hostil e repulsivo.  Tal fenômeno pode ser analisado à luz do sociólogo Émile Durkheim, que afirma que a sociedade deve ser comparada a um “corpo biológico”, uma vez que o mau funcionamento de uma das estruturas acomete o todo. Desse modo, percebe-se a importância em reverter as falhas institucionais da educação hodierna.

Outrossim, é válido averiguar que a Constituição Federal de 1988 garante educação e segurança como direitos universais, o que torna dever do Estado zelar por esses. No entanto, tais preceitos constitucionais fazem-se pouco efetivos em metodologias práticas, devido à inércia do Poder Público no setor educacional, ora pela atuação ineficiente, ora por constantes desvios de recursos governamentais. Com isso, cria-se um ambiente escolar desfavorável tanto para professores quanto para alunos, haja vista que ambos não veem um futuro próspero em meio as adversidades, o que perpetua essa conjuntura controversa.

Em síntese, a observação crítica dos fatos sociais reflete a urgência de medidas para mitigar esse panorama. Portanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas públicas, recriar um plano educacional para as instituições de ensino de base, a partir da redução de disciplinas obrigatórias, aumento significativo de aulas práticas e flexibilização da carga horária, a fim de dinamizar o modelo educativo e reduzir a hostilidade do ambiente escolar hodierno. Ademais, cabe ao Governo Federal, mediante órgãos específicos, realizar uma fiscalização mais rígida do destino dos recursos para a educação, com o objetivo de minimizar os impactos socioeconômicos da falta de recursos nesse setor. Logo, será possível tornar a conjuntura socioeducativa mais promissora, assim como aplacar a violência nas escolas.