O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/06/2020
As diversas formas de violência, no ambiente escolar brasileiro, constituem graves problemas de ordem social. Tal situação se deve ao distanciamento da família na formação comportamental dos indivíduos e à inexistência de um plano de ação unificado, em âmbito nacional, que vise o combate à agressividade direcionada não somente entre alunos, mas também a professores. Destarte, a sociedade vive um caos que se agravará, caso não ocorra a mobilização das entidades responsáveis.
Por esse viés, vale ressaltar a instituição familiar como importante elemento na formação acadêmica e comportamental das crianças e adolescentes. Em consonância, a partir da “teoria do conhecimento” John Locke, filósofo empirista, defende que a fonte do conhecimento humano lhe é externa, ou seja, é adquirida através das vivências diárias. Nesse sentido, a teoria se contextualiza no cenário nacional, pois o alto índice de mau comportamento e hostilidade nas escolas brasileiras, muitas vezes, são reflexo de um ambiente familiar propenso a situações de violência explícita, acompanhado da ideia de que o desenvolvimento pessoal e preparo para o exercício da cidadania é restrito ao corpo docente. Desse modo, a falta de uma intervenção eficaz nos aspectos supracitados, dá continuidade a tais mazelas ao longo das gerações.
Outrossim, nota-se, no Brasil, a debilidade das esferas politicas diante de um cenário de agressividade recorrente. Segundo dados da OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, de 37 países pesquisados o Brasil lidera um ranking de violência nas escolas. Nessa perspectiva, o ambiente escolar se distancia do objetivo priori de garantir a qualidade social para todos para tornar-se um ambiente de insegurança e medo para os profissionais da educação e alunos sem que haja um plano que oriente as escolas a prevenir e lidar com a problemática. Logo, é incoerente que o Brasil busque o desenvolvimento nacional, mas seja indiferente as questões oriundas da crescente violência escolar.
Portanto, faz-se necessária a mobilização das entidades responsáveis para superar as mazelas escolares. Para tanto, o MEC em parceria com Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, deve desenvolver projetos de extensão para integrar a família à escola, mediante encontros semanais com auxílio de psicopedagogos, a fim de discutir a importância de uma educação conjunta entre os responsáveis e os professores. Ademais, cabe ao Estado desenvolver um plano de ação contra agressividade e violência nas escolas. Tal conduta ocorrerá por meio de atividades em grupo que estimulem o respeito e a cidadania para que as escolas se tornem seguras. Por fim, objetiva-se melhorar a qualidade da educação brasileira, aspecto ímpar para o desenvolvimento nacional.