O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 11/06/2020
A aluna Malala sofreu um ataque violento de grupos paquistaneses ao lutar por seu direito à educação. Apesar da Constituição Federal de 1988 garantir tal direito no Brasil, a educação para todos é limitada com o crescente mau comportamento e agressividade no ambiente escolar. Dessa forma, medidas são necessárias para combater essa realidade das escolas brasileiras.
Em primeiro lugar, é preciso analisar a origem da violência. De acordo com Zygmunt Bauman e o conceito de “Modernidade Líquida”, vivemos em um mundo pautado pela superficialidade das interações sociais, logo, as relações familiares são rasas. Isso influi diretamente para escalada de maus comportamentos e agressões ocorridas nas instituições de ensino, visto que as punições por tais ações não ultrapassam os muros da escola, pois os pais acompanham a vida acadêmica dos filhos de maneira vaga. Sendo assim, a ação conjunta de famílias e escolas é essencial para acabar com o ciclo de violência nos colégios.
O problema, porém, está longe de ter solução, pois a ineficiência governamental é uma máxima. Embora haja projetos que visam coibir a violência no ambiente escolar, eles não conseguem alcançar a maioria das instituições. A exemplo disso, tem-se a militarização das escolas, que recebem maiores investimentos para a implementação do modelo, mas apenas algumas são escolhidas. Dessa maneira, ampliar as ações do governo é primordial para uma eficiente queda da hostilidade discente no ambiente escolar.
Fica claro, portanto, que a problemática da má conduta e a agressividade de estudantes nas salas de aulas precisa ter fim. Nesse sentido, os pais podem aumentar a participação na vida escolar dos filhos voluntariando-se para monitorar as aulas, a fim de que o cumprimento das penalidades por comportamento agressivo perpassem os muros das instituições de ensino. Além disso, o Ministério da Educação deve priorizar investimentos em projetos que unam Estados e Municípios no combate à violência estudantil nos colégios, com o objetivo de contemplar todas as escolas. Assim, a hostilidade do ambiente escolar será contida e o direito à educação, negado a Malala, será garantido aos alunos brasileiros.