O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 12/06/2020

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Nelson Mandela - ex-presidente da África do Sul e vencedor do Prêmio Nobel da Paz - sintetiza, em sua frase, a fulcral relevância do esclarecimento social para a sociedade. Entretanto, no Brasil, semelhante setor é extremamente desvalorizado, apresentando altos índices de violência e de mau comportamento dos alunos, sendo, portanto, necessário medidas governamentais e populares para modificação dessa realidade. Ademais, para melhor análise, deve-se considerar tanto o contexto social na qual certas escolas estão inseridas, quanto a forma em que os alunos enxergam a instituição escolar brasileira.

De início, cabe observar que a sociedade é composta por setores interdependentes, ou seja, para a educação se fazer eficiente, a segurança deve estar trabalhando de forma efetiva concomitantemente. Nesse sentido, em regiões que não apresentam uma segurança de qualidade, dominadas por facções criminosas, por exemplo, terão a violência reverberada nas escolas e, dessa forma, mais suscetíveis a casos de mau comportamento, haja vista muitos jovens ingressarem em tais facções prematuramente e se tornarem mais agressivos. Tal conjuntura é detalhamento analisada por Sergio Adorno, especialista em segurança pública, o qual afirma que quando o Estado se faz ausente, emergem outras formas de poder, influenciando em todas instâncias da comunidade. Assim, a crescente violência escolar está intrinsecamente associada a falta de segurança nas regiões de certas escolas.

Paralelamente a isso, o documentário “Educação.doc” - dirigido por Luiz Bolognesi - explicita que a violência dentro do âmbito escolar se dá a partir de um fracasso educacional preexistente, em que os alunos já não enxergam tal instituição como um lugar de respeito e aprendizado. Nesse viés, o modelo escolar arcaico brasileiro, muitas vezes autoritário e opressor, coloca os alunos em segundo plano, obrigando-os a estudarem matérias fora de suas realidades, além de não proporcionar a exposição de pensamento desses. Dessa maneira, a escola perde sua credibilidade social, e casos de mau comportamentos e agressões começam a ser mais frequentes em tais instituições.

Em suma, fica notório que a violência escolar está vinculada a múltiplas causas. Logo, deve o Governo Federal promover a mínima seguridade pública em comunidades marginalizadas, com o fito de garantir um meio social mais harmônico e menos agressivo. Além disso, deve o Ministério da Educação restabelecerem a visão da escola como um lugar de ascensão social, mediante reestruturação do modelo de ensino - colocando o aluno como protagonista do próprio ensino, incentivando-o a estudar, afastando comportamentos agressivos da instituição -, com o escopo de garantir um âmbito escolar harmônico e não violento;e, por conseguinte, se aproximar dos ideais de Nelson Mandela.