O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 11/06/2020
Em março de 2019, na cidade de Suzano, ocorreu o nono massacre escolar no Brasil, realizado por dois ex-estudantes que se suicidaram após o atentado. Esse tipo de crime, direta ou indiretamente, possui duas causas principais: a falta de diálogo parental e o bullying. Logo, é preciso aprofundar-se nessas questões para diminuir a violência nas escolas.
Então, em primeiro lugar, destaca-se o mau desenvolvimento do habitus primário. Esse termo, criado pelo sociólogo Bordieu, designa a primeira socialização do indivíduo, em que ele aprende valores morais e éticos. Nesse contexto, devido às Revoluções Industriais e à inserção da mulher no mercado de trabalho, o diálogo parental fica em segundo plano, fator que impacta na formação do caráter do adolescente. Diante disso, suas consequências são a antipatia, mágoa e raiva, como visto nos assassinos de Suzano.
Além disso, existe a normalização do bullying escolar. Nesse cenário, obtém-se como base a série “Anne With An E”, na qual uma garota nova na cidade, diferente dos outros alunos, sofre com a hostilidade de seus colegas e, se tenta se defender, leva advertências do professor. Por conseguinte, a menina tem crises psicológicas e tenta mudar sua aparência com vigor, para se encaixar naquele ambiente. De modo geral, o seriado denuncia o descaso das escolas frente a esse tipo de violência, pois ela gera distúrbios de personalidade e doenças psíquicas, realidade presenciada, inclusive, no perfil de responsáveis por diversos massacres em instituições de ensino.
Portanto, nota-se que essas questões precisam ser solucionadas. Para tal, cabe ao Ministério da Educação providenciar psicólogos nas escolas, pelo uso de verbas públicas na contratação desses profissionais, com o intuito de minimizar a violência escolar e ajudar nas questões pessoais dos alunos, de forma a evitar mais casos como o de Suzano. Assim, a agressividade entre os estudantes irá, gradativamente, acabar.