O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 12/06/2020

A Constituição Federal de 1988- norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro- assegura a todos educação, segurança e o bem- estar. Entretanto, diante dos frequentes casos de violência e desrespeito no ambiente escolar, é notório que esse direito não é plenamente garantido. Nesse contexto, deve- se refletir na falta de proteção e no direito à segurança dos alunos e professores.

Em primeira análise, é importante salientar que, embora, Jean- Paul Sartre afirme que a violência, seja qual for a maneira como ela se manifeste, é sempre uma derrota, o sistema educacional hodierno, ainda não superou esse entrave. De modo que crianças e adolescentes, continuamente, são vítimas de bullying, agressões físicas e abusos de diversas naturezas nos colégios - atacados por outros alunos. Sendo que, em algumas situações, mesmo professores podem sofrer intimidações e ataques de estudantes mau comportados e violentos. Dessa forma, a escola se torna um lugar hostil e de tensão, prejudicando o convívio e consequentemente, a transmissão e a recepção do ensino.

Destarte, se essa falha na educação prolongar-se, ocorrerá a violação do contrato social de John Locke, visto que para esse contratualista, o Estado deve asseverar os direitos fundamentais dos cidadãos, a exemplo do direito à segurança. E, devido a estudantes e profissionais da educação permanecerem diariamente expostos a riscos, demonstra-se o descumprimento governamentar do contrato.

Infere-se, portanto, que caminhos precisam ser encontrados para resolução da situação. Assim, cabe as escolas, pressionarem o atual governo à instalação de um sistema eficiente de segurança e apoio nas escolas, sendo esse, composto por câmeras de monitoramento, psicólogo e diretor de disciplina. Isso, por meio da organização de manifestações pacíficas e campanhas virtuais. Com o fito de amenizar a violência e de melhorar o convívio e, por conseguinte, o aprendizado escolar no Brasil.