O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 13/06/2020

Na série “Os 13 Porquês”, a protagonista Hannah é submetida ao bullying no ambiente escolar, o que culmina em seu suicídio. Nesse viés, são evidentes as sérias consequências da agressão entre alunos, tornando indispensável a reflexão sobre a problemática. Dentre as causas, destacam-se a educação precária por parte das instituições e a negligência dos pais com os filhos.

Segundo o filantropo e revolucionário Nelson Mandela, a educação é a ferramenta mais poderosa para mudar o mundo. Entretanto, essa não é bem aplicada nas escolas, as quais utilizam dos jovens como depósitos de conhecimento, quando há a necessidade de reconhecê-los como seres em formação. Dessa maneira, a socialização, a cooperação e o desenvolvimento do sentimento de empatia são prejudicados, a favor do rígido conhecimento de matérias decorativas. Por conseguinte, os conflitos individuais dessa importante fase da vida são ignorados, o que favorece o mau comportamento de crianças e adolescentes.

Outrossim, a família é responsável por negligenciar a criação de seus filhos, de forma que esses não possuem amparo afetivo e auxílio psicológico durante o crescimento. Destarte, como resposta inconsciente à situação vivenciada, o sujeito demonstra agressividade, pois, na ausência de comunicação, transmite as insatisfações para o ambiente externo, especialmente à escola. Conforme o sociólogo Paulo Freire, “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.”.

Em suma, conclui-se que são necessárias medidas para pôr fim à violência escolar. Portanto, é dever das organizações estudantis reestruturar o modelo educativo, de forma que, nas salas de aula, sejam propagados não apenas o conteúdo padrão, mas também valores de convivência, com o fito de tornar o ambiente mais pacífico. Ademais, os responsáveis precisam se aproximar de suas crianças, estabelecendo diálogo em casa, com o propósito de fortalecer o desenvolvimento moral e, consequentemente, promover uma melhora de comportamento. Assim, evita-se o bullying e impede-se que casos como o de Hannah saiam da ficção para a realidade.