O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/06/2020

Na música “Minha Alma (A Paz que Eu Não Quero)” do grupo O Rappa, denuncia-se uma “paz sem voz”, pois não se trata de uma paz verdadeira mas de um sintoma do medo e da repressão. Paralelamente, esse indício é observado no bullying, uma violência escolar crescente e muito problemática, causada pelo negligenciamento escolar e familiar.

A priori, a escola tem como função educar, socializar, promover a cidadania e o desenvolvimento pessoal. Contudo, segundo a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais em parceria com o Ministério da Educação, 69,7% dos jovens afirmam terem visto algum tipo de agressão dentro da escola. Além disso, de acordo com Augusto Buchweitz, crianças expostas a ambientes violentos apresentam um desempenho escolar abaixo da média. Dessa forma, contribui para o insucesso dos propósitos e os objetivos da educação, do ensino e do aprendizado, contribuindo para uma sociedade cada vez mais violenta e desigual.

Outrossim, o bullying é uma violência que ocorre cada vez mais no ambiente estudantil. Nesse viés, uma pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, apontou as relações ruins na família como um dos fatores que afetam o comportamento das crianças e adolescentes dentro da sala de aula. Portanto, é necessário que a família concientize-se sobre suas ações, pois corrobora com o problema e descaracteriza a instituição familiar, que, parafraseando Emille Durkheim é a base para a formação ética e moral do indivíduo, fundamental para o funcionamento das outras instituições.       Em suma, é notável a necessidade da redução da violência nas escolas. Deste modo, é mister que o Ministério da Educação desenvolva dispositivos de mediação de conflitos e de ações que estimulem o protagonismo estudantil, por meio de campanhas, assembléias e grêmios estudantis, a fim de ensinar como gerenciar as diversas situações de forma democrática e que o aluno participe ativamente de ações de combate à violência. Ademais, o Ministério da Saúde, atravéz Da Estratégia Saúde da Família (ESF), deve execer atividades junto às famílias e às crianças na casa, estimulando os laços e a imposição de regras, e na escola, auxiliando os estudantes a buscarem a identificar relatos de má relação familiar, para que evitem o bullying. Logo, a “paz sem voz” será combatida e diminuirá o sintoma do medo e da repressão nas escolas.