O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 11/07/2020
Na série “Elite”, é perceptível o mau comportamento e a agressividade dos alunos no ambiente escolar, sobretudo, em relação ao preconceito sofrido pelos bolsistas da escola. Fora da ficção, é notório a presença dessa temática na realidade brasileira atual, a qual se deve pela falta de atitude do Governo em paralelo com a omissão da sociedade, o que urge por mudanças.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a pouca gestão do Estado está intimamente ligada ao mau comportamento e a agressividade crescente dos alunos na escola. Essa correlação fundamenta-se no fato de que a maioria das escolas brasileiras (segundo o Instituto de Geografia e Estatística-mais de 67%) ainda não contam com profissionais capacitados em identificar as práticas de bullying, muito menos de ajudar as vítimas dessa mazela. Nesse sentido, a falta de punição aos agressores e o pouco apoio àqueles que estão sofrendo com essa situação constituem fatores impulsionadores dessa problemática, a exemplo da violência em Suzano. Dessa forma, faz-se necessário uma efetiva atuação governamental para a concretização de um cenário de mudanças.
Ademais, sob ótica sociológica, cabe ressaltar a omissão da sociedade como fator agravante dessa problemática. Isso pode ser explicado pelo descaso familiar em relação ao trabalho educacional dos professores, uma vez que a grande parte das famílias questionam e culpam os educadores pelas notas baixas e as punições dada aos seus filhos. Nesse ínterim, tal ação serve de exemplo para uma atitude de mau comportamento e violência dos alunos para com o professor, visto que eles não temem nenhuma punição por parte dos seus responsáveis-não é à toa que o Brasil está liderando o ranking de violências contra professores. Nesse contexto, parafraseando o filósofo contemporâneo, Luiz Felipe Pondré, a omissão social tem sido responsável pela perpetuação de um cenário de violência e de mau comportamento em vários ambientes, inclusive o escolar.
Portanto, é imperativo que o Ministério da Educação, por intermédio dos impostos arrecadados nos grandes centros urbanos, invista no aumento de profissionais escolares, como os psicólogos, a fim de identificar e prevenir a instituição escolar do aumento da violência, ocasionados pelo cenário de preconceitos. Paralelamente, é fundamental que as mídias construam um espaço de conscientização familiar sobre a importância de respeitar o trabalho dos educadores, tanto os pais quanto os filhos, o qual pode ser feito por meio de debates que tratem sobre a importância do respeito mútuo. Agindo assim, uma sociedade mais justa será formada para ação e benefício de todos.