O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/07/2020

No ano de 2019, o Brasil registava o assassinato de um professor de escola pública, o qual tinha advertido um aluno na sala de aula e que essa adversão teria motivado o estudante a esfaquear o pedagogo. Tais fatos evidenciam a dificuldade e o medo de muitos profissionais da educação, devido à alta agressividade de muitos discentes. Ademais, é notório que o elevado índice de violência escolar está relacionado com falta de afetividade nas famílias e traumas emocionais. Nesse âmbito, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligados a aspectos emotivos.

Sob esse viés, vale salientar que as relações intrafamiliares são de suma importância para os indivíduos, especialmente na formação psíquica. Nessa perspectiva, conforme o portal de notícias da Globo, cerca de 27% dos casos dos acometimentos escolares tem relação com a carência afetiva na infância. Essa realidade torna-se evidente, já que essa deficiência causa um baixo rendimento na aprendizagem e gera atitudes violentas, especialmente no ambiente escolar, além disso, nota-se que essas pessoas censuram as emoções, o que ocasiona uma dificuldade de relacionamento interpessoal. Por conseguinte, essa debilidade impulsiona e aumenta o número de violências nas instituições de ensino.

Outrossim, sabe-se que o bullying é bastante recorrente sobre grande parte da população, principalmente crianças e jovens. Nesse sentido, de acordo com o líder espiritual Dalai Lama, em uma de suas frases, a violência não é um sinal de força, mas sim um sinal de fraqueza e desespero. Sob tal ótica, percebe-se que as agressões nas escolas são em um muitas das vezes um resultado de eventos angustiantes, visto que nesses locais há uma presença muito grande de zombaria por parte de muitos colegas. Desse modo, contribui-se para perpetuação desse tipo de ação negativa na sociedade brasileira.

Portanto, para que haja uma redução nesse cenário de mau comportamento e agressividade nas escolas, é imprescindível esforço coletivo entre as comunidades e o Estado. Por tudo isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal, propor uma reeducação social, mediante a circulação de campanhas educacionais, em jornais e livros, com o intuito de menores taxas de ataques de alunos no meio escolar. Em seguida, devem incorporar psicólogos nas áreas de ensino, por meio de concursos públicos, para que todos os estudantes tenham acesso a profissionais especializados para apoio psicológico. Por tudo isso, a sociedade poderá caminhar para a plenitude da vida.