O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 04/08/2020

Desde o surgimento da Revolução Francesa, no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, o mau comportamento  dos alunos nos colégios aponta que os ideias de Liberdade, Fraternidade e Igualdade, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela política de progressão continuada e, também, pela transferência de responsabilidade dos pais para os professores. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.

É relevante abordar, primeiramente, que a péssima educação gratuita ofertada deriva de uma atuação direta governamental. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que o sistema de aprovação automática desfaça essa harmonia, haja vista que os alunos, por terem noção de que sabendo ou não o conteúdo, conseguirão avançar de série, apresentam mau comportamento e desrespeito pelos professores e colegas, além de atrapalharem as aulas com conversas, brincadeiras de mal gosto e bullying, uma vez que não sentem a necessidade de prestar atenção pois, teoricamente, já estão aprovados pelo sistema.

Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia quando os pais, por falta de tempo e paciência, transferem o dever deles de educarem os filhos, além de ensiná-los bons modos, para os professores. Contudo, de acordo com uma matéria da BBC, as salas de aula, atualmente, apresentam quase 40 alunos e, essa responsabilidade de fazer o que os pais negligenciaram, se torna uma verdadeira missão impossível. A consequência disso, são crianças indisciplinadas que não valorizam o ensino e os seus mestres.

Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca do crescente mau comportamento dos alunos da rede pública é imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Educação, elabore uma proposta de lei, que deverá ser entregue ao poder legislativo, com o intuito de reformular a educação brasileira e acabar com a ideia de progressão continuada. Assim, os alunos entenderão que, para avançarem para outra série, deverão prestar atenção nas aulas ministradas pelos professores, além de terem que se dedicar aos estudos. Consequentemente, a incidência de brincadeiras e malcriações no ambiente escolar terá uma diminuição acentuada.