O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 13/09/2020
Promulgada pela ONU em 1948, Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à segurança e ao bem-estar social. Conquanto, a crescente agressividade de alunos no ambiente escolar impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, subterfúgios precisam ser encontrados para reverter o quadro atual.
Primeiramente, é válido destacar que as formas de violência nas escolas são diversas, indo de armas e agressões fisícas até pequenas brigas entre alunos, sendo o Bullying a mais presente. Segundo pesquisa feita pelo IBGE, em 2015, cerca de 7,4% dos alunos já sofreram algum tipo de humilhação pelos colegas. Portanto, percebe-se que estudantes se sentem inseguros em ambiente escolar e estão sendo prejudicados de forma educacional e emocional. Visto isso, medidas sociais são necessárias para que possa haver modificações nesse cenário.
Além disso, a agressividade no âmbito escolar também afeta professores, que acabam se tornando alvo de raiva de alguns alunos. De acordo com o pensador Émile Durkheim, o ser é aquilo que a sociedade faz dele, dessa forma, entende-se que estudantes que praticam atos violentos sofrem de algum tipo de violência em casa ou possuem problemas emocionais. Dessa forma, tornam-se necessárias medidas que modifiquem esta realidade.
Portanto, o Ministério da Educação deve promover palestras em escolas ministradas por profissionais da área da saúde mental e emocional, como psicólogos, em que pais e filhos, por meio de relatos anônimos de alunos e professores que já passaram por algum tipo de violência em ambiente escolar, possam se conscientizar e modificar seus comportamentos. Ademais, cabe também ao Ministério da Saúde criar um programa de suporte de suporte tanto para estudantes e educadores vítimas de agressões quanto para os próprios agressores, com acompanhamento psicológico para que estes possam se cuidar. Com essas medidas, a prática do direito à segurança poderá ser exercida.