O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 12/08/2020
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro " O triste fim de Policarpo Quaresma", sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto o crescimento da agressividade dos alunos no ambiente escolar torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nesse contexto, torna-se evidente como causas insuficiência da legislação, bem como a formação familiar.
Convém ressaltar, a princípio, que a insuficiência da legislação é um fator determinante para a persistência do problema. O filósofo John Locke defende que “As leis fizeram-se para os homens e não para as leis.” Ou seja, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, na questão da violência crescente cometida pelos alunos em seu ambiente de aprendizado, a legislação não tem sido suficiente para a resolução do problema.
Ademais, outra dificuldade enfrentada é a questão da formação familiar. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons,“A família é uma máquina que produz personalidades humanas.” Por essa ótica, a problemática do mau comportamento dos estudantes apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas das pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.
Em síntese, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Logo é fundamental, portanto, a criação de ações que popularizem o efeito que os antepassados têm sobre a forma de pensar da sociedade atual, pelo Ministério da Educação, em parceria com o Ministério Público. Tais ações devem se dar por meio de vídeos nas redes sociais sobre a responsabilidade e a importância que a família tem na formação de uma opinião coletiva e dos indivíduos enquanto seres singulares, além de relatos de experiência, dados estatísticos, visando a quebra de paradigmas socialmente alimentados.