O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 26/08/2020

No dia 13 de março de 2019, o Brasil, ficou marcado pelo assassinato de alunos na escola Raul Brasil, em São Paulo, o que reascendeu a discussão em torno de um dos mais graves problemas para sociedade: a hostilidade nas instituições de ensino. Com efeito, a agressividade, tal como ocorreu no dia 13 de março representa obstáculo às escolas e inviabilizam o convívio social saudável. Nesse sentido, ha de se desconstruir a cultura de hostilidade e a omissão do Estado, sob pena de prejuízos irreversíveis aos estudantes.

Sob uma primeira análise, a violência nas escolas evidencia a maldade humana. A esse respeito a filósofa Hannah Arendt desenvolveu o conceito conhecido como Banalidade do Mal, segundo o qual  as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Nesse viés, substancial parcela dos estudantes brasileiros manifesta na pratica a cultura da hostilidade definida por Arendt, o que se mostra grave problema e motiva os casos de agressividades em suas faces mais severas - bullying, racismo, ofensa a professores. Dessa forma, enquanto, nas escolas, a Banalidade do Mal for a regra, a cultura de paz será exceção.

De outra parte, a omissão do Estado dá lugar aos constantes caos de violência no contexto escolar. Nesse sentido, John Locke - filósofo conhecido como pai do Liberalismo - construiu a tese de que os indivíduos cedem sua confiança ao Estado que, em contrapartida, deve garantir direitos aos cidadãos. Ocorre que a ideia de Locke esta distante de ser realizada nas escola, haja vista a falta de iniciativas das autoridade em garantir a segurança e a paz no âmbito escolar, o que permite a ocorrência de histórias cruéis como a experimentada por alunos em São Paulo no dia 13 de março. Assim, se a inércia de um dos mais graves problemas para sociedade contemporânea: a violência no ambiente escolar.

Para mitigar, portanto, o mau comportamento  e a agressividade nas instituições de ensino, os cidadãos devem repudiar a cultura de violência - ligada à natureza humana - e comum entre os estudantes, por meio de debates nas mídias sociais, a fim de evitar os problemas que se tornaram comuns, como bullying, racismo, e agressão aos professores. A Polícia Militar, por sua vez,  poderia aumentar a segurança dentro das escolas, por intermédio de destinação de viaturas e de agentes às instituições com históricos problemáticos, como as que apresentam alto índice de violência. Essa iniciativa teria a finalidade de desconstruir a omissão do Estado, para que, entre os alunos, deixe de ser realidade a cultura agressora.