O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 19/08/2020
“A leitura do mundo precede a leitura da palavra”. Essa frase de Paulo Freire, educador brasileiro, pontua a importância prévia que as observações e experiências de vida têm em relação à construção dos saberes em ambiente escolar. Partindo dessa premissa, a crescente agressividade de alunos no ambiente escolar, no Brasil, reflete o espaço social fora da escola que a criança e o adolescente estão inseridos, seja na família, presenciando hostilidades e abusos, seja na comunidade, a mercê de más influências como o tráfico de drogas, roubo e violência.
Em relação à família, é comum que a criança desenvolva seu caráter e ações a partir da mimetização dos hábitos dos pais ou responsáveis, afinal, eles são os exemplos diretos de como se portar diante do mundo. Brás Cubas, personagem de Machado de Assis, no livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, trata mal os criados pois copia o jeito dos seus pais com eles. Assim, se o ambiente familiar é pautado em brigas constantes, abusos e desrespeitos, o jovem ali presente irá se dirigir aos outros da mesma forma, pois fora passado a ele que é assim que funcionam as relações humanas.
Urge, portanto, a necessidade de decrescer e, com o tempo, erradicar a violência dos alunos no ambiente escolar. O papel da família é de suma importância nessa tarefa e ela deve participar ativamente da vida escolar do aluno, além de prezar pelo bom convívio e boa educação de valores já dentro de casa. A potencializar essa ação familiar, a escola deve, em conjunto com o Estado, por meio do Ministério da educação, planejar e executar planos de ação para a integração entre família e escola, como por exemplo, palestras, apoio psicológico ao aluno e família e também efetuar reuniões com os pais frequentemente.
Afamília deve participar ativamente da vida escolar no aluno, prezar o bom convívio e educar valores dentro de casa. A escola deve potencializar essa ação familiar e, em conjunto com o Estado, por meio do Ministério da educação, deve criar planos de integração entre família e escola, palestras e apoio psicológico. O Governo também deve, por meio de investimentos em políticas públicas, melhorar as condições de segurança e socioeconômicas das populações pobres. Essas medidas diminuirão a violência nas escolas.