O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 29/08/2020
A educação familiar assim como o próprio ambiente escolar, podem resultar
em comportamentos agressivos.
A agressividade é compreendida como uma forma de defesa da criança, até os três anos de idade é comum a presença destes comportamentos, mas a partir daí os pais devem começar a se posicionar e orientar que esse tipo de atitude não é correto, uma vez que pode trazer efeitos negativos no desenvolvimento do filho. Nos tempos atuais, as crianças estão entrando cada vez mais cedo para escola, o que pode influencia-las tanto de forma positiva como negativa e pode ser um dos fatores para desenvolver esse comportamento agressivo, que não se admite ser considerado natural ou saudável. Quando a criança é bem acompanhada pelos pais assim como pela escola, são favorecidas, o que é diferente nos casos em que acabam por deixar o filho muito tempo na escola carregando toda a responsabilidade em cima dela e fazendo com que os responsáveis de certa forma percam o poder e espaço na formação do indivíduo. A ausência de limites, a tolerância excessiva, pais ausentes, mudanças familiares ou falta de atenção são os principais fatores que resultam na tal indisciplina. Os comportamentos agressivos desenvolvidos são principalmente refletidos no próprio ambiente escolar, onde a criança ou adolescente sente ter mais liberdade e pratica atitudes muitas vezes de violência emocional ou até mesmo física contra funcionários ou colegas.
A necessidade de atenção influencia no aprendizado, uma vez que não é possível manter um ensino de qualidade em um ambiente de agressividade e desrespeito. Se tornando um desafio para os docentes, família e colegas que forem atingidos já que o sentimento resulta em agressões, bullying e violência, além de principalmente causar um impacto no próprio indivíduo o qual convive com insegurança e enorme conflito interno. Segundo dados do IBGE de 2015, 7,4% dos alunos em uma pesquisa afirmam que já sofreram algum tipo de agressão, seja como piadas ofensivas, racismo, entre diversos tipos de bullying.
Tal problema pode se manifestar também de forma lenta e quase imperceptível, por atos de intimidação, exclusão e pequenas frases, por isso combater essa questão se torna cada dia mais difícil para as instituições de ensino. Ainda assim, faz-se necessário a busca por novos métodos que levem as famílias, as escolas e a comunidade a assumir seu papel. Limites devem ser impostos na educação familiar e é indicado que os responsáveis se aproximem mais dos filhos. Já a escola, pretende-se que influencie exercícios de conversa e contextualização sobre os problemas, favorecendo assim a mobilização.