O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 02/09/2020
De quem é a culpa da indisciplina escolar? Dentre os diversos desafios no exercício da profissão docente, o que mais se destaca são os problemas comportamentais e a falta de atenção em sala de aula. A indisciplina, muitas das vezes, é vista por muitos como provocada somente pelo docente, seja pela forma não atrativa de ensinar, seja pela anpatia pessoal. E isso não é verdade, pois há, em muitos casos, a provocação por parte do aluno. Na procura de se responsabilizar alguém, também entra em cena a família, que é colocada como aquela que transfere para a escola a função de trabalhar os valores éticos e morais.
São várias as causas desses comportamentos desrespeitosos ou até mesmo agressivos, dentre elas pode-se destacar o ambiente familiar, a forma como o estudante lida com as emoções, o contexto social em que estão inseridos e o conjunto educacional. Segundo uma pesquisa feita pelo jornal Valor Econômico, no Brasil 60% dos professores dizem que mais de 10% dos estudantes têm problemas de mau comportamento, enquanto que no Japão, apenas 13% relatam o mesmo problema.
No filme “Escritores da Liberdade” uma professora se observa rodeada por jovens delinquentes e desacreditados pelo coletivo da escola, com isso ela busca novas metodologias de ensino capazes de gerar interesse neles. Seus alunos eram revoltados e desmotivados com os estudos, já que lidavam com graves problemas dentro e fora da escola. Tomada pelo desejo de mudança, pouco a pouco Erin começa a cativá-los e vê o resultado acontecendo. Ao final do filme, a educadora consegue recuperar a autoconfiança da turma e construir uma boa relação de respeito com eles.
Uma vez que a indisciplina se deve há um conjunto de fatores, seria um erro ficar à procura de um único culpado. Desse modo, tanto os professores, como os alunos e seus familiares têm papel fundamental. As pessoas não nascem indisciplinadas ou disciplinadas, elas aprendem no convívio social. É preciso que haja um esfoço em equipe, baseado num contexto de diálogo e a negociação para o enfrentamento dessa crescente situação presente na sala de aula.