O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 03/09/2020

De acordo com dados de uma pesquisa feita pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre violência em escolas, o Brasil lidera o ranking de agressões contra professores. Isso acontece diariamente, e agora, com a presença da internet e das redes sociais, está sendo cada vez mais gravado e exposto. A violência escolar no Brasil decorre de vários fatores e é um assunto que deve ser estudado, analisado e resolvido.

Na pesquisa, feita em 2014, mais de 12,5% dos professores entrevistados já tinham sido vítimas de agressões verbais. Segundo uma pesquisa feita pela GloboNews, o número de agressões a professores cresceu 73% em 2018 comparado ao ano anterior. Outro levantamento feito pelo Sindicato dos Professores de São Paulo, mais da metade dos docentes da rede estadual de ensino já sofreram algum tipo de agressão.

Podemos indicar o Bullying como um dos gatilhos que leva o aluno a cometer violência, já que o mesmo pode estar sofrendo silenciosamente. Podem surgir problemas psicológicos não identificados, isso faz com que o aluno não resolva seus problemas e acabe cometendo violência, acreditando que essa é a única forma de resolver as coisas. Problemas familiares também podem servir como gatilhos. Um adolescente que foi criado por um membro familiar agressivo,  por exemplo, tem uma grande probabilidade de ser agressivo também. Ou quando a família não é muito presente na vida do adolescente, pois o mesmo não vai ter suporte e educação em casa.

Contanto, cabe às famílias desenvolverem diálogos sobre violência e respeito ao próximo em casa para poder conscientizar os filhos. O Estado deve aplicar leis para punir alunos que propagam violência nas escolas, seja agressão física ou moral. As punições seriam: serviços dentro da escola, palestras sobre convivência e respeito ao próximo, atividades extras, etc. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação exija psicólogos para atender os alunos nas redes particulares e disponibilizar o mesmo nas redes públicas, e também disponibilizar palestras sobre o assunto. Sendo assim, as escolas brasileiras estarão livres das hostilidades.