O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 03/09/2020
Instituições de ensino que tanto pregam inclusão social e união entre os estudantes, educadores, demais funcionários e a sociedade em si, são diariamente palco de inúmeros casos de ódio, como agressão física e psicológica, bullying, chantagem, destruição de patrimônio e confrontos armados. Tais atos de violência praticados dentro do âmbito escolar são alarmantes e necessitam ser tratados com prudência a fim de minimizar as grandes proporções que temos atualmente.
De acordo com o Diagnóstico Participativo das Violências nas Escolas, feito pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais em parceria com o Ministério da Educação, 69,7% dos jovens afirmam terem visto algum tipo de agressão dentro da escola. Em 65% dos casos, a violência parte dos próprios alunos; em 15,2%, dos docentes; em 10,6%, de pessoas de fora da escola; em 5,9%, de funcionários; e, em 3,3%, de diretores. Os efeitos causados pela violência no ambiente estudantil levam sequelas para o resto da vida e é frequente que os prejuízos não possam ser recuperados.
O motivo pelo qual as estatísticas que abordam tal problema só tendem a crescer é complexo e estudos estão sendo feitos há décadas, porém não existe um consenso. É certo que os agressores têm, muitas vezes, certas características em comum, como histórico familiar de abuso físico, verbal ou negligência, e problemas envolvendo álcool e drogas ilícitas, além de terem sido vítimas de violência na escola, entretanto outros fatores devem ser levados em consideração, tais quais a influência por redes sociais, videogames, filmes e livros ou grupos de amizade, visto que jovens em idade escolar não desenvolveram completamente o senso crítico e a capacidade de discernir, sendo portanto vulneráveis a influência de qualquer agente externo.
Além disso, é pertinente citar que a formação de um ambiente violento e desordenado na escola e em casa impacta diretamente o desempenho acadêmico e social dos alunos, pois o não comparecimento em aulas, desatenção e pedidos de transferência de colégios pelos professores passam a ser uma realidade causada pelo medo.
Enfim, a partir da leitura do texto, torna-se claro que a violência no ambiente escolar não deve ser tratada com trivialidade e indiferença, pois é um assunto de extrema importância. Visto isso, o Ministério da Educação deve adicionar ao currículo escolar discussões e debates acerca do tema Violência nas salas de aula desde os anos iniciais, e promover palestras de pedagogos que incentivem a participação e colaboração dos alunos, pais e professores na formação de um ambiente saudável e propício para o crescimento social, acadêmico e cultural, além de oferecer uma fiscalização mais rígida em relação à competência dos docentes e do ensino oferecido.