O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 25/11/2020

A escola tem o papel fundamental de educar jovens e de integrar a comunidade. Porém, o índice de violência dentro desse ambiente aumentou expressivamente no decorrer dos últimos anos. Vê-se que a imagem de equilíbrio e desenvolvimento deu lugar a uma rotina de agressões e de displicências. Então, deve-se compreender o panorama atual de instabilidade, a fim de encontrar soluções.

Em primeira análise, consideram-se as relações entre alunos e professores. Hoje, principalmente em periferias e locais violentos, professores lidam com ameaças, armas de fogo e ofensas - sejam físicas, sejam verbais - por parte dos estudantes. Por outro lado, o docente exagera nos castigos, aplicando punições coletivas, as quais apenas prejudicam os inocentes, ou suspensões. Esses problemas são notadamente intensificados pela ausência do Estado, o qual não oferece apoio médico e não investe na melhoria da infraestrutura e da especialização dos funcionários.

Em segunda análise,  observa-se a convivência entre alunos. Sob essa perspectiva, o bullying torna-se a maior preocupação. Caracterizado por agressões frequentes, ele pode evoluir para discriminações graves, como o racismo e a intolerância religiosa. Entretanto, é preciso atentar-se que os comportamentos infantis são influenciados pela esfera familiar. Divórcios, abusos de substâncias químicas e violência doméstica contribuem para a criação de uma conduta impetuosa por parte da criança.

Em suma, percebe-se que a escola, atualmente, não cumpre o seu dever. Logo, o Ministério da Educação, órgão do Estado responsável pelos educandários, precisa restaurar a harmonia entre pais, alunos, funcionários e comunidade. Isso deve ser feito por meio da substituição da pena por trabalho voluntário dentro do espaço escolar, além de atendimento psicológico gratuito para os envolvidos que necessitem; a fim de criar uma sociedade consciente e garantir o bem-estar de todos.