O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 09/09/2020
Desde a Revolução Francesa, entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar no Brasil, verifica-se que esse ideal empático é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, devido não só à frequência do bullying nas escolas, mas também aos episódios preconceituosos enraizados na cultura atual. Com isso, faz-se necessária uma intervenção que busque reverter esse panorama.
Em primeiro lugar, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Sob essa ótica, o filósofo grego Aristóteles afirmou que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a frequência do bullying nas escolas rompe essa harmonia, haja vista que, de acordo com o IBGE, anualmente, vários alunos sofrem algum tipo de bullying, e muitos se sentem humilhados com isso. Assim, uma mudança na sociedade é imprescindível para o combate à violência no ambiente escolar do país.
Por conseguinte, destaca-se os episódios preconceituosos enraizados na cultura atual como impulsionador do problema. Dessa forma, de acordo com Durkheim, fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, devido à administração pública defasada, medidas legislativas, com o objetivo de erradicar a prática do preconceito nas infraestruturas escolares, não são firmadas. Desse modo, a não efetividade das leis - por parte do Governo - corrobora para a disseminação do mau comportamento dos estudantes brasileiros.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Sendo assim, o Ministério da Educação deve elaborar, por meio de verbas governamentais, uma diretriz de investimento voltada à mobilização nas escolas, com a incusão de conteúdos educativos e debates, visando a eliminação do preconceito no ambiente escolar, de modo que o tecido social se desprenda de certos tabus, para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão. Somente assim, o Brasil poderá combater a agressividade dos alunos nos prédios escolares.