O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 18/09/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito, quanto das questões emocionais e comportamentais dos alunos.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o mau comportamento e a agressividade de alunos no ambiente escolar deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a questão do preconceito de alunos para alunos vem se agravando. Em um estudo feito pelo IBGE, em 2015, foi mensurado que 7,4% dos estudantes sofrem algum tipo de zombaria/bullying, enquanto 19,8% já expuseram algum colega a uma situação humilhante. Constata, também, sobre episódios de racismo e piadas por questões de gênero ou religião.
Outrossim, destaca-se as questões emocionais e comportamentais dos estudantes como impulsionador do problema. Em março de 2020, o professor de escola pública Marco Antônio de Souza, 65 anos, foi agredido por um menino de apenas 12 anos, com uma caixa plástica onde papéis para reciclagem eram armazenados, em sua cabeça. Durante o registro do crime por policiais, a avó materna desse menino conversou com o professor e disse que ele sofre de depressão e, há algum tempo, ela tenta conseguir consultas gratuitas com um psicólogo para ele. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade, porém a questão da longa espera de consultas gratuitas ao menino, acabou gerando a agressividade, dificultando a concretização da fala de Aristóteles.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Cultura, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve propor um projeto onde os estudantes consigam ter maior entendimento sobre a crescente agressividade e mau comportamento nas escolas. Tal projeto irá ser responsável, primeiramente ao encontro dos estudantes com psicólogos e psicopedagogos, pelo menos duas vezes na semana, e também a outros tipos de punição, como, por exemplo, horas a mais na escola para auxiliar na limpeza. Com esta ação, espera-se que os tipos de agressão e de mau comportamento em escolas reduza e que todos os alunos tenham ajuda psicológica necessária.