O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 23/09/2020
“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, cita Immanuel Kant, filósofo prussiano. De maneira análoga, assim também ocorre em escolas e instituições na qual educação e respeito são primordiais para conviver no coletivo. Todavia, o crescente número de casos de mau comportamento e agressividade escolar por parte dos alunos se torna um impasse no desenvolvimento estudantil e da cidadania, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que, um dos principais fatores que influencia a agressividade e mau comportamento do estudante é a falta de punição por suas atitudes, logo, o aluno continua a cometer violência no ambiente escolar por desconhecer que sofreria quaisquer consequências. Além disso, por conviver em locais que agressão e violência são frequentes, o indivíduo tende a entender que tal comportamento é normal e, portanto, absorve o conteúdo e repassa o hábito para outros meios sociais. Desse modo, a composição social vai contra a sociedade ideal do filósofo russo Kant, que se caracteriza pelo princípio universal de não fazer mal a terceiros.
Por outro lado, segundo relatório realizado pelo UNICEF revela que 150 milhões de adolescentes sofrem bullying nas escolas e, como resultado desse evento apresenta para o padecente uma redução significativa da autoestima, aparecimento de distúrbios emocionais, problemas psicossomáticos e até mesmo a depressão. Destarte, portanto, que essas ações têm consequências cruéis à saúde mental das vítimas.
Infere-se, portanto, que medidas sejam tomadas para resolver esse impasse. Para tanto, é de suma importância que o Ministério da Educação crie um projeto sócio– educativo, com oficinas, palestras e debates que visam orientar acerca das consequências dessas agressões, tanto para vítima, quanto para o agressor. Outrossim, o Estado deve criar palestras abertas ao público com a presença de psicólogos e profissionais da área com objetivo de ensinar a importância da família na formação do caráter do ser, melhorando assim a qualidade de vida e do ensino do jovem, além de reduzir índices de violências no âmbito social.