O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 22/09/2020
No Brasil, no ano de 2019, houve o massacre escolar de Suzano. Nesse contexto, é notório que a violência esta presente nas escolas devido a falta dos pais ao desempenhar o papel de educar e ensinar. Inegável que a violência escolar revela a atual situação da educação brasileira. Diante disso, faz-se pertinente debater sobre possíveis causas e soluções.
Em primeiro plano, é válido salientar que a família corresponde ao primeiro processo de socialização do individuo, e que a educação recebida em casa reflete como as crianças e adolescentes se comportam na escola. Nessa perspectiva, a violência escolar tem se manisfestado de diversas maneiras, como: ataques violentos armados, agressão física, intimidações psicológicas, tais como o bullying, preconceito e questões de gênero. Sendo assim, a educação familiar tem o potencial e dever de viabilizar um ambiente escolar agradável, através do ensino do respeito às autoridades e mostrando que a violência não é e não deve ser um meio válido para resolver desavenças, mas sim o diálogo. Como afirma o pastor Martin Luther King, a violência cria mais problemas sociais do que resolve.
Em segundo plano, vale ressaltar que como consequência dessas agressões, sendo física ou psicológica, as vítimas podem desenvolver transtornos psicológicos, depressão e falta de interesse pelos estudos. Na série “Os treze porquês”, são retratados os motivos que levaram Hannah Baker a cometer suicídio, dentre os quais destaca-se o bullying. Como evidenciado pelo senso do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2015, o qual mensurou que 7,4% dos estudantes sofrem algum tipo de gozação no ambiente escolar. Esse dado, assim como a exemplificação ilusória, expõe a falha das escolas em deixar de oferecer um ensino mais humanizado, falho também no amparo e desenvolvimento do emocional.
Fica claro dessa forma, que medidas capazes de tornar a escola um lugar seguro para todos, entrem em pratica. Contudo, tendo em vista os argumentos apresentados, é de suma importância que o Estado, juntamente com o Ministério da Educação e cultura (MEC), crie medidas, como a realização de palestras, fóruns e dinâmicas com psicólogos e assistentes sociais sobre o tema, a fim de conscientizar os alunos e pais sobre o danos provocados por esse ato e o seu combate, além de impor também o respeito e tolerância. Com o intuito de diminuir as estatísticas dessa problemática, faz-se necessário incorporar à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a matéria “Inteligência emocional”, que deverá ser ministrada por professores que se demonstrarem capacitados em aconselhamento, e ser obrigatória ao ensino infantil e optativa ao início do fundamental. Construindo, assim, uma sociedade com cidadãos íntegros. Como afirma o escritor Augusto Cury: “frágeis usam a violência e os fortes as ideias”.