O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 22/09/2020
É evidente que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar, com o passar dos anos, é cada vez mais uma problemática a ser reconhecida. Essas ações ofensivas, que muitas vezes se iniciam nos próprios lares, passam a serem reproduzidas nas escolas, portanto expandindo ações que afetam diretamente o convívio do dia a dia educacional e inviabilizam um ambiente pacífico para o aprendizado. Mas também, a violência e suas implicações tem resultado em uma maior proliferação de atos como o bullying e podem gerar, dentre diversas consequências, inúmeros problemas psicológicos.
Nessa perspectiva, a violência é amplificada e difundida, em grande parte, por alunos que vivenciam atos agressivos em suas próprias casas. Essas ações são tomadas pelas crianças como certas, consequentemente normais, por fazerem parte de suas rotinas. Assim, reproduzem aquilo que estão habituados a presenciar. Tomando como fundamento os dizeres do filósofo Jean-Paul Sartre, de que a violência seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota, essas ações ofensivas abalam amplamente o sistema educacional e sua dinâmica de aprendizagem, afetando diretamente o convívio docente e discente e influenciando o processo de busca por conhecimento.
Por conseguinte, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar, em 2015, 46,6% dos 13 milhões de jovens entrevistados, disseram já ter sofrido algum tipo de bullying, exemplificando, assim, a crescente proliferação da brutalidade no âmbito escolar. Essa eclosão de atos bárbaros pode afetar o aprendizado de inúmeras formas, dentre as consequências está a influência direta na saúde psíquica do indivíduo que é alvo dessas ações. Podendo gerar diversos distúrbios, como a ansiedade social e depressão, que em casos mais severos podem ocasionar o suicídio.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para solver o impasse. Usando com base os dizeres de Heráclito de Éfeso, de que nada é permanente, exceto a mudança, torna-se evidente que medidas podem ser repercutidas para que metamorfoses significativas ocorram, em relação a violência no âmbito escolar. Portanto, o governo, juntamente com o Ministério da Educação, devem promover a repercussão de conversas, entre a escola e os responsáveis pelos alunos, para uma maior conscientização a respeito da violência e suas reproduções. Assim como, os mesmos órgãos devem promover debates a respeito do bullying e suas consequências, através de palestras promovidas por especialistas, nas escolas, desde o ensino fundamental ao médio. Apenas assim, obteremos ambientes seguros e pacíficos para a aquisição de conhecimento.