O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 22/09/2020
A violência tem se agravado e assumido diversas formas de expressão nas escolas. Nos dias de hoje, deparamo-nos com facetas mais evidentes e outras mais sutis. A aprendizagem dos alunos não é a única preocupação das famílias e dos professores, infelizmente, há outro fator que se destaca: a violência escolar. Além disso, este tipo de violência não se resume a incidentes com armas, agressões físicas e abusos que temos visto nas notícias. Também existem inúmeros casos de violência verbal e intimidações psicológicas, tais como o bullying, preconceito, questões de gênero e religião. Todavia, o crescente aumento dos casos de violência escolar revela a crítica a atual situação da educação brasileira e se torna um impasse.
Um estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostra que aproximadamente 150 milhões de jovens entre 13 e 15 anos já sofreram violência de colegas. Além disso, um grande número de influências externas causadas pelo ambiente familiar, a mídia e a própria sociedade levam os alunos a agirem com violência. Sob outro prisma, é válido analisar que a precariedade no acompanhamento psicológico dos estudantes influencia a prática de atos violentos no ambiente escolar. Essa problemática ocorre por várias razões, dentre elas o fato de que muitos alunos não recebem uma nota razoável e descontam no professor, violentando-o. Portanto, pode-se inferir que a saúde mental do aluno é fundamental para que ele perceba seu comportamento.
Contudo, diante dos argumentos levantados sobre a violência escolar, é de imensa importância que o estado e o Ministério da Educação e Cultura (MEC) proporcione uma maior presença da psicologia no ambiente escolar, desenvolvam em conjunto medidas como a realização de palestras e fóruns sobre o tema, com o objetivo de conscientizar alunos e pais sobre esse comportamento e os danos causados por tais atos.