O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 22/09/2020
Segundo Mário Sérgio Cortella, a escola passou a ser vista como um espaço de salvação. Já segundo o IBGE, em 2015, esse espaço não representa tanto assim a salvação, foi mensurado que 7,4% dos alunos sofrem algum tipo de zombaria/bullying e se sentem humilhados com isso, enquanto 19,8% já expuseram algum colega a uma situação vexatória, e ainda nesse ambiente, que vem se tornando cada vez mais hostil, o desafio é encontrar como reverter essa situação, e para isso é indispensável discutir essa temática.
Primeiramente, devemos reconhecer que um obstaculo em fazer essa reversão é apontar os culpados. No caso do comportamento agressivo em crianças, a maioria dos motivos costuma residir em casa, durante os primeiros cinco anos de vida, enquanto se forma o caráter da pessoa, através de castigos físicos, frustrações, ou mesmo apenas a convivência em meio dessas situações, levando a criança a se espelhar nelas. Isso é confirmado, inclusive, por psicólogas como a Rita Romaro, que explica que o que acontece de fato é que toda criança tem dificuldades para controlar suas emoções, mas a maneira como ela é tratada em casa tem uma influência grande na expressão desses sentimentos, provando que a fonte da agressividade cometida na escola e em outros lugares vem de casa, mas não só a agressividade, doenças psicológicas, tais como a depressão, podem culminar em episódios de agressão, e, em crianças, também tem grandes chances de serem desencadeadas pela forma que são tratadas pela própria família.
Mas, tendo em vista que atualmente a escola passa a desempenhar o papel dos pais de educar e ensinar, essa visão de que o mau comportamento é iniciado em casa acaba, por vezes, se dissipando. Mesmo nesse cenário, propostas como a de escolas cívico-militares não se mostram como uma forma de prevenir, já que a prevenção seria uma mudança na educação em creches e pré escolas, onde estudam crianças com cinco anos ou menos, e no caso a mudança vem para estudantes com mais do dobro dessa idade. Mesmo como uma forma de remediar, continuam não se mostrando a melhor opção, de modo que traduzem a lógica militar hierárquica, ideológica e punitivista, onde respeito é imposto e não conquistado, representando uma visão ultrapassada de sociedade e não bem sucedida.
Em suma, o comportamento agressivo deve ser prevenido em casa que é onde se origina, mas, ainda, remediado nas escolas, por meio de atividades socioeducativas e a troca de punições comuns por serviços comunitários dentro da própria escola, visando a conscientização e a aproximação dos educadores com o aluno. Ainda assim, a melhor e mais eficiente forma de reduzir casos de agressão de todo tipo é com o auxilio de um psicologo, com o tempo evitando até um segundo ataque de columbine.