O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 22/09/2020
A série de TV, Pequenas Mentiras, mostra um grupo de amigas sofre ameaças anônimas por uma determinada pessoa, devido ao bullying que praticavam com pessoas da mesma escola, porém as ameaças ultrapassar limites trazendo diversas consequências físicas e psicológicas. Ao refletir a respeito da agressividade em ambiente escolar, no século XXI, a problemática ocorre em virtude do ambiente familiar que esse aluno está inserido, acarretando muitas vezes na prática de bullying. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se possível perceber, que a relação familiar influencia na formação do indivíduo. Diante disso, percebe-se que em 2015 o Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) aumentou para 0,248. Identifica-se de acordo com o dado que as escolas que possuem mais casos de violência os alunos estão em situação de vulnerabilidade familiar. Portanto, isso é possível ser analisado no filme Escritores da Liberdade, o qual conta a história de uma professora recém formada em uma turma que é considerada a pior da escola, principalmente pelo desrespeito e violência. Porém ao conhecer mais os alunos, Erin, percebe que a situação familiar é complicada, pois muitas vezes os pais não se interessam na educação do filho, ou o mesmo precisa trabalhar e cuidar os irmãos.
Desse modo, o bullying e violência se torna uma forma de extravasar os estresses trazidos de casa. A vista disso, nota-se, no livro Correndo Descalça escrito por Amy Harmon, o adolescente Samuel sofre bullying pela sua etnia indigena de seus colegas de escola, isso faz com que ele se isole e até mesmo entre em brigas para se defender. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que é nocivo tanto para a vítima quanto para o agressor, já que em muitos casos é uma tentativa de fugir dos problemas em casa.
Por conseguinte, fica claro que, ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que a escola em conjunto com ongs elaborem atividades para alunos e familiares nas escolas, de modo que os familiares e responsáveis participem da vida escolar da criança, com a finalidade de o índice de vulnerabilidade familiar seja ínfimo. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate a agressividade e bullying de alunos no ambiente escolar, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.