O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 23/09/2020
Na Roma Antiga, a violência era apresentada como um espetáculo, cujas lutas entre gladiadores no Coliseu serviam como forma de entretenimento para a sociedade da época. Contudo, mesmo muitos séculos tendo passado, essa naturalização da violência se faz presente no Brasil contemporâneo no que tange à agressividade dos alunos no ambiente escolar. Nessa perspectiva, seja pelo crescimento nas estatísticas sobre alunos com mau comportamento e agressivos, seja pelos familiares dos estudantes que não reagem para que mudanças ocorram, esse mau comportamento dos educandos inviabiliza um convívio saudável entre os alunos e a equipe escolar.
A civilidade é primordial para um bom convívio entre nós humanos quanto sociedade, seja em casa, na escola, em qualquer lugar. Atualmente, o Brasil lidera o ranking de violência dos alunos contra os professores e dados mais recentes da OCDE colocam o Brasil com o pior índice no mundo, na enquete realizada por eles, 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana. Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. E além disso uma pesquisa feita em 2015 pelo (Apeoesp) apontou que 44% dos docentes que atuavam no estado disseram já ter sofrido algum tipo de agressão. Entre as agressões que 84% dos professores afirmam já ter presenciado, 74% falam em agressão verbal, 60% em bullying, 53% em vandalismo e 52% em agressão física. Ademais, muita das vezes esses “agressores” não são repreendidos da maneira correta por suas atitudes, o que favorece para que tal ação ocorra novamente.
Outro fato a ser exposto, é a ausência da família na vida do aluno. É imprescindível que os pais ponham limites nos filhos, que não façam sempre suas vontades e que imponham disciplina neles, como disse Renato Russo “disciplina é liberdade”. Então quando os pais fazem suas vontades, se tornam jovens sem liberdade. A ausência dos limites instituídas na educação familiar, fecunda consequências desastrosas como: crianças rebeldes, agressivas e insolentes, e comportamentos como esses não são tolerados no ambiente escolar.
Diante do exposto, conclui-se que, providências tem de ser tomadas para que haja um controle sobre tal situação afim de que essas estatísticas diminuam e que o comportamento das crianças/adolescentes melhore. As escolas devem elaborar atividades educativas e lúdicas que ensinem sobre bons hábitos e envolver os alunos em atividades de descontração, riso e autoexpressão por meio de um projeto pedagógico que poderia ser dado o nome de “Educação com descontração” com a finalidade de construir um mundo melhor e melhorar a relação de professor e aluno.