O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 23/09/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação em um ambiente seguro. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar geram insegurança tanto para alunos quanto para professores. Esse cenário nefasto ocorre não só pela má educação doméstica , mas também pelo bullying sofrido no ambiente escolar. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais. ​

Primeiramente, vale ressaltar que a educação recebida em casa pela família determina como as crianças e adolescentes se comportam na escola. Segundo Martin Luther King, a violência cria mais problemas sociais do que resolve. Nessa perspectiva, os pais devem ensinar aos filhos que a violência não é e não deve ser um meio válido para resolver desavenças, mas sim o diálogo.

Em segundo plano, nota-se que a ocorrência de exclusão e preconceito, criado contra certos grupos dentro das escolas, pode desencadear revoltas psicológicas e físicas. A exemplo disso, tem-se o violento massacre na escola Raul Brasil ocorrido em março de 2019, o qual foi iniciado por alunos contra outros alunos e professores, devido à potencias discriminações ocorridas naquele espaço. Com isso, torna-se evidente a criação de medidas eficazes com o propósito de atenuar a triste realidade da violência nas escolas brasileiras.

Sendo assim, o Ministério da educação deve elaborar, por meio de campanhas, atividades educativas e lúdicas que ensinem sobre bons hábitos e incentivar as famílias a estar sempre atenta ao dia a dia escolar, identificando as questões emocionais que as afligem. Espere-se, dessa forma, que as famílias, os alunos e até os professores estejam inteirados ao assunto e que o problema seja minimizado.