O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 24/09/2020
A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito á educação em um ambiente seguro. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar geram insegurança tanto para alunos quanto para professores. Esse cenário nefasto ocorre não só pelo reflexo de casa, mas também por conta do bullying. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.
Em primeiro plano, vale ressaltar que parte da sociedade pensa que a escola é a única fonte de educação, fato que dificulta seu papel como ambiente acadêmico de ensino, pois parcela das crianças ingressam na escola sem base comportamental suficiente para lidar com o convívio diário com os colegas e com professores. Segundo o filósofo Émile Durkheim, os jovens tendem a se espelhar nas atitudes daqueles com quem convivem. Logo, se os responsáveis os tratam com violência, eles passam agirem da mesma forma em outros ambientes. Desse modo são necessárias mudanças nos valores da sociedade para que possa ter harmonia dentro das escolas, através da educação familiar como pilar.
Outrossim, outros fatores atuam como gatilhos da violência juvenil. Em muitos casos, os ataques às escolas são motivados pelo bullying, de acordo com uma pesquisa feita em 2015 pelo IBGE, pouco mais de 7% de estudantes já sofreram algum tipo de humilhação e mais de 18% já zombou de algum outro jovem. Como consequência dessas agressões, sendo física ou psicológica, as vítimas podem desenvolver transtornos psicológicos, ou até mesmo gerar sentimentos de vingança e agressividade como forma de se defender. Com isso, torna-se evidente a criação de medidas eficazes com o propósito de atenuar a triste realidade da violência nas escolas brasileiras.
Portanto, medidas são necessárias para resolver essa problemática. Nesse sentido, urge que o Ministério da Educação determine que as escolas incentivem a tolerância e respeito, por meio de atividades como palestras, oficias, dinâmicas, com psicólogos e assistentes sociais, com o intuito de diminuir as estatísticas de violência nas escolas brasileiras. Além disso, é necessário que os pais sirvam de exemplo positivo em relação a respeito. Desta forma, os direitos previstos pela Constituição serão cumpridos.