O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 25/09/2020
O livro O Cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar afetam a sociedade como um todo, seja pelo reflexo dos responsáveis pelo indivíduo, seja pela influência de jogos, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Primordialmente, é importante destacar que muitos estudantes tendem a se influenciarem pelos seus responsáveis, por admirá-los, ou até mesmo por observarem o comportamento, pensando que são adequados. Isso ocorre, pois depende muito do ambiente familiar predominado pelo adolescente, sendo um ambiente de completo desrespeito, sem muito afeto, e vários outros fatores importantes para uma boa saúde emocional, o jovem pode se descontrolar e arcar com sérios problemas socioemocionais, incluindo depressão e o próprio comportamento na escola, de acordo com o ministério da educação, um em cada dez estudantes brasileiros é vítima de bullying. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.
Outrossim, cabe ressaltar que muitos adolescentes são vítimas de jogos agressivos, porque alguns videogames se tornam violentos e podem até servir de influência, não necessariamente, mas quando o indivíduo sofre com problemas familiares, se isola e começa ocorrer um vício, o problema se agrava. No Brasil, dois estudantes jovens fizeram um massacre na escola de Suzano em São Paulo, onde ocorreu a utilização de armas e mortes de alunos, muitas pessoas ficaram feridas, foi um desrespeito com as famílias e com a própria escola. Além dos alunos atiradores serem influenciados por jogos, ocorrem vários problemas envolvendo agressões nas escolas, não necessariamente envolvendo armas, mas é necessário que o problema não se agrave e medidas sejam tomadas para reverter essa situação antes que se perpetue.
Sendo assim, o Ministério da Educação, por meio das escolas e universidades, deve criar um projeto sócio– educativo, com palestras e debates, para promover a conscientização social sobre a violência e a influência que os jovens estão sujeitos a serem vítimas, além disso, criar suspensões para ajuda comunitária nas escolas, como por exemplo, arrumar os livros da biblioteca, ações desse modo ajudam a levar em consideração a visão não só do estudante, mas da equipe por trás de tudo que é vivenciado pelos adolescentes na escola. A participação dos responsáveis também é muito importante, procurando sempre que possível educar e monitorar. Espera-se que, dessa forma, os jovens brasileiros possam amadurecer perante a situação da agressividade e do mau comportamento nas escolas.