O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 24/09/2020

A escola é um dos ambientes mais antigos da história da civilização humana, se estendendo da Grécia Antiga aos dias atuais, sendo fundamental para a formação intelectual e emocional dos indivíduos. Entretanto, no Brasil, a violência presente nas escolas é um fato recorrente e que pode acontecer entre um aluno e um professor, ou entre os próprios alunos. Em ambos os casos, esta situação pode ser comparada à teoria da banalização do mal de Hannah Arendt, o que explica o olhar naturalizado à respeito da violência nas instituições de ensino, já que a população não enxerga esse fato como um problema a ser resolvido e sim como um acontecimento natural.

No que se diz à violência contra os professores, esse acontecimento é extremamente recorrente no país. Segundo a OCDE (organização para a cooperação e desenvolvimento econômico), o Brasil lidera o ranking de violência aos professores. Como exemplo para esta situação, pode-se citar os alunos que ameaçam os professores devido a uma nota baixa ou a uma chamada de atenção e muitas vezes essas ameaças não ficam apenas no verbal, são inúmeros os casos de depredação aos bens dos professores.

Além disso, outra maneira de manifestação da violência escolar são as práticas de bullying, termo que indica intimidação, ameaça. Esse fenômeno ocorre devido a diversos fatores, mas todos são motivados pela intolerância e pelo preconceito. O bullying pode ser verbal ou físico e é um acontecimento comum nas escolas brasileiras, pois segundo as Nações Unidas, 43% dos estudantes relataram já terem sofrido algum tipo de bullying. Sob essa perspectiva, a série americana “13 reasons why” ilustra esse contexto, em que a protagonista comete suicídio após diversas opressões e humilhações sofridas na própria escola. Na realidade, o número de vítimas é alto e as consequências para elas podem se estender por toda a vida, refletindo, também, uma sociedade deficiente e pouco preocupada com a saúde mental de seus jovens.

Portanto, se faz necessário que o Ministério da Educação, em caráter de urgência, una forças com as escolas públicas e privadas e promova a tolerância nos ambientes escolares por meio de palestras, debates e oficinas ministrados por psicólogos, assistentes sociais e profissionais que possuam conhecimento sobre o assunto com o objetivo de trabalhar o significado da violência e em como ela é prejudicial não apenas para o outro, mas também para quem a pratica. Dessa forma, espera-se que as escolas sejam um ambiente seguro para todos, tanto alunos como professores.