O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 24/09/2020

A constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à educação em um ambiente seguro. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar geram insegurança tanto para alunos quanto para professores. Esse cenário nefasto ocorre não só pela falta de diálogo, mas também pelo reflexo da realidade em que o aluno está inserido. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

A princípio, vale destacar que os educandos tendem a ser o espelho do seu ambiente familiar. E, quando ocorre um negligenciamento por parte da família, as consequências podem ser observadas através das diferentes formas de violência - física ou verbal - no âmbito escolar. Isso ocorre, pois os filhos podem se sentir rejeitados, abandonados, ou até mesmo vivenciarem violências familiares no seu dia a dia, o que os trazem o sentimento de revolta, fazendo com que eles demonstrem isso por meio da violência, seja por dessa forma se sentirem superiores, seja por estarem reproduzindo a sua realidade inconscientemente.

Paralelo a isso, existe a falta de diálogo entre a família e a escola com esses alunos. Segundo a pesquisa  “Violência e Preconceitos na Escola” realizada pelo CFP - O Conselho Federal de Psicologia - entre 2013 e 2015, “os alvos da violência são aqueles que sofrem de preconceitos ligados a gênero, à raça, à orientação sexual, à condição de classe e a outros aspectos físicos”. Além disso, o próprio oprimido pode se tornar um opressor motivado pelas suas péssimas experiências estudantis. Sendo assim, é necessário sempre dialogar com os educandos sobre a pluralidade que é o mundo, e como todas as pessoas são diferentes entre si e isso não as torna menos merecedoras de respeito.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever do Ministério da Educação em parceria com as escolas, criar projetos que promovam palestras com o objetivo de conversar com as famílias desses estudantes, buscando conscientizá-los da importância de um lar seguro e aberto ao diálogo para a construção de um futuro melhor. Além disso,  a escola pode promover debates entre alunos sobre o preconceito e a violência, para que os próprios estudantes consigam refletir e chegar em diferentes formas para combater essa problemática. Só assim, as escolas se tornarão um lugar com mais segurança e respeito.