O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 24/09/2020

No filme “Preciosa”, é retratada a vida da jovem clarice que vive em um ambiente inamistoso, no qual ela sofre constantes agressões físicas e psicológicas por parte de sua mãe, devido a esses traumas torna-se também uma agressora dos seus colegas na escola. Fora da ficção, percebe-se uma conjuntura análoga no Brasil hodierna, uma vez que, a procedência de violência no âmbito escolar tem aumentado. Esse cenário é fruto tanto da cultura da hostilidade, quanto da omissão do estado. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, convém ressaltar que os atos violentos foram insaturadas no meio social como forma de resposta e muitas vezes normalizado pelos indivíduos. A esse respeito, a filósofa Hannah Arendt desenvolveu o conceito conhecido como Banalidade do Mal, segundo o qual as atitudes cruéis são parte do cotidiano moderno e tornam as relações sociais cada vez mais caóticas. Sob esse viés, depreende-se que substancial parcela dos estudantes brasileiros manifesta a prática desse mau comportamento. Por conseguinte, essa cultura desencadeia uma série de ofensas, bullying, agressões, bem como depredação de patrimônio. Destarte, enquanto, a Banalidade do Mal for regra, a paz será exceção.

Outrossim, é inteligível que a negligência estatal contribui para o acrescento do óbice. Nesse sentido, John Locke - filósofo conhecido como o pai do liberalismo - construí a tese de que os indivíduos cedem sua confiança ao Estado que, em contrapartida, deve garantir direito aos cidadãos. Ocorre que a ideia de Locke está distante de ser realidade nas escolas, haja vista a falta de iniciativa das autoridades em medidas preventivas e de seguranças nesses locais, para que não ocorra situações extremas como a ocorrida em São Paulo, no dia 13 de março de 2019. Dessa maneira, é nítido que esse quadro funesto precisa ser alterado.

Assim medidas são exequíveis para conter o avanço da problemática. Portanto, o Governo deve promover campanhas nas redes sociais contra a violência, além disso debates e palestras nesses espaços, com a participação de psicólogos para fornecer auxílio aos alunos, por meio de verbas governamentais com destino a contratação desses profissionais. Espera-se, com isso, precautelar e mitigar a incidência de hostilidade, da mesma forma desenvolver a empatia nos discentes. Sendo assim, a Cultura da Banalidade estará mais próxima de ser extinguida.