O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 29/09/2020
A tolerância na escola
“No meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho”. O trecho do poema de Drummond pode ser visto como uma metáfora para os entraves na trajetória desenvolvimentista de uma sociedade. No Brasil, um alarmante óbice é a realidade educacional brasileira, que tem tornado-se mais violenta, dado o crescente mau comportamento e a agressividade de alunos no ambiente escolar. Destarte, é fulcral o combate a essa conjuntura e, para tal, urge a mitigação de dois fomentos: a má influência familiar educacional e a falta de assistência psicológica ao corpo discente. Em primeira instância, é profícuo analisar o papel da influência familiar no comportamento de sua prole. A família correspondente ao primeiro processo de socialização e de contato com o mundo dos costumes, logo, é fundamental que ela propague valores que viabilizem a coexistência pacífica em sociedades, bem como nas escolas, pois, conforme dito pelo historiador e educador Leandro Karnal, no livro “Todos contra todos”, para barrar o fluxo do ódio é necessário parar de ensiná-lo às crianças. Sendo assim, a educação familiar tem o potencial e dever de promover um ambiente escolar melhor, através do ensino do respeito às alteridades, contribuindo para a formação de cidadãos íntegros. Em segunda instância, cabe ressaltar a negatividade da inexistência de um apoio psicológico aos alunos das escolas. Na série “Os treze porquês”, são retratados os motivos que levaram Hannah Baker a cometer suicídio, dentre os quais detaca-de o bullying, forma de violência escolar que perdura no Brasil, como evidenciado pelo senso do IBGE de 2015, o qual mensurou que 7,4% dos estudantes sofrem algum tipo de zombaria. Esse dado, assim como a exemplificação fictícia, expõe a falha de Boa parcela das escolas em deixar de oferecer um ensino mais humanizado, Cáucaso também no amparo e desenvolvimento do emocional. Sob esse viés, deve-se garantir nesses espaços o lapidar dessa competência essencial para a vida. Mediante os aspectos apresentados, instalação a resolução dos imbróglios supracitados. Para isso, compete às Secretarias Municipais da Educação a realização de campanhas acerca da importância da base familiar na promoção de um ambiente escolar seguro. Somado a isso, caberá ao Ministério da Educação incorporar à Base Nacional Comum Curricular a matéria “Inteligência emocional”, que deverá ser ministrada por professores que se demonstrarem capacitados em aconselhamento ou psicólogos, e será obrigatória ao ensino infatil e optativa com o início do fundamental. Assim, obter-se-á a desobstrução da via rumo ao desenvolvimento educacional e, assim, social.