O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 25/09/2020

A violência escolar tem se manifestado de diversas maneiras: ataques violentes armados, agressão física, intimidações psicológicas, tais como o bullying, preconceito, questões de gênero e religião. De acordo com um estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 150 milhões de jovens de 13 à 15 anos já sofreram violência por parte de seus colegas. Além do mais, a grande quantidade de influencias externas ocasionadas pelo ambiente familiar, pelos meios de comunicação e pela própria sociedade, induzem o aluno a cometer atos violentos.

Segundo uma pesquisa recente do IBGE, cerca de 7,4% dos jovens sofrem bullying nas escolas. A maioria dos jovens humilham seus colegas, devido sua aparência ou personalidade, cor ou opção sexual e, além da humilhação, muitas vezes ocorre a violência física. Diante disso, a escola por sua vez, normalmente não apoiam os alunos que passam por esses problemas, e além disso não oferece nenhum tipo de punição para os alunos que praticam o ato agressivo. Dessa maneira, os alunos continuam a agir de forma violenta. Por outro lado, a família também pode ser apontada como um empecilho nessa problemática. Isso porque muitas vezes os pais não conversam com os filhos, não prestam a devida atenção ao comportamento, e não acompanham a vida escolar deles, fazendo-os sentirem-se negligenciados, de forma que começem a agir de modo agressivo, afim de chamar a atenção dos pais.

Mediante os aspectos apresentados, instalação a resolução dos imbróglios supracitados. Para isso, compete às Secretarias Municipais da Educação a realização de campanhas acerca da importância da base familiar na promoção de um ambiente escolar seguro. Somado a isso, caberá ao Ministério da Educação incorporar à Base Nacional Comum Curricular a matéria “Inteligência emocional”, que deverá ser ministrada por professores que se demonstrarem capacitados em aconselhamento ou psicólogos, e será obrigatória ao ensino infatil e optativa com o início do fundamental. Assim, obter-se-á a desobstrução da via rumo ao desenvolvimento educacional e, assim, social.