O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 26/09/2020

Em um de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade cita: “Tinha uma pedra no meio da caminho”, metaforizando os desafios que impedem o pleno desenvolvimento do bem-estar social. Correlativamente, no Brasil hodierno, a agressividade em ambiente escolar, principalmente contra docentes, configura-se como obstáculo na conquista do bem-comum, uma vez que essa ação criminosa gera danos morais e físicos aos agredidos e a marginalização dos alunos agressores. A partir disso é válido inferir que a lenta mudança de mentalidade da sociedade, bem como a omissão governamental estão entre as principais premissas agravantes desse quadro.

É inevitável, em primeiro aspecto, observar a falta de conscientização por parte dos jovens, ao realizarem os ataques verbais e físicos contra qualquer indivíduo dentro do ambiente escolar. Situações desse tipo conduzem a uma série de problemas psicológicos nos agredidos, levando a depressão, sequelas físicas e em casos extremos, a morte. Sob essa ótica, cabe resgatar o “Princípio da Corresponsabilidade Inevitável”, do psiquiatra Augusto Cury, o qual diz que toda ação individual gera um impacto coletivo, ou seja, a agressão não atinge somente a vítima, mas toda a sociedade, pois cria um desconforto comunitário devido às injustiças cometidas com essas pessoas. À luz dessa ideia, precisa-se mitigar essa mazela em função desse incômodo.

Outrossim, as autoridades públicas não têm dado a devida importância para esse assunto, visto que há escassas tentativas, por parte do governo, de enrijecer as leis de proteção dentro do ambiente escolar. Situações como tal requerem um cuidado especial por parte de toda a população, com o fito de impedir que a criminalidade tome conta da escola, como aconteceu em Águas Lindas (GO) no ano de 2019, onde um caso chocou o país após um estudante retirar a vida do coordenador escolar, pelo fato de não deixar o aluno praticar certa atividade física pelo seu problema cardíaco. Assim sendo a negligência governamental deve ser contestada e que todos tenham seus direitos garantidos.

Torna-se improtelável, portanto, desconstruir problemas e propor medidas solutivas. Em vista disso, cabe às ONGs relacionados ao público infanto-juvenil, por meio das redes sociais - detentoras de grande abrangência nacional -, criarem ficções engajadas, as quais divulguem sempre a importância da família no papel escolar, a fim de aprimorar o sistema de ensino no Brasil e reduzir a taxa de agressividade nas escolas do país. É fundamental, analogamente, que o Congresso Nacional - instituição de maior poder estatal -, por meio do Ministério dos Direitos Humanos tornem mais rígidas as leis que punam esse tipo de crime, com o fito de zelar pelo bem estar comunitário. Somente assim é possível retirar “a pedra do caminho” citada por Drummond.