O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 26/09/2020
De acordo com a Relatora Especial da ONU Katarina Tomasevski, “a educação é a chave para abrir outros direitos humanos”. Partindo desse pensamento, conclui-se que a educação é uma das bases para a formação de um ser humano, ou mais importante: de um cidadão. Infelizmente, a educação de qualidade (vinda tanto de instituições de ensino quanto da família do indivíduo) não é oferecida a todos como deveria, o que acarreta sérias consequências, tanto para o indivíduo quanto para os que o cercam. Tal fato evidencia-se, entre vários setores da sociedade atual, no mau comportamento e agressividade cada vez mais presente em alunos nos ambientes de ensino. Essa situação acarreta outros problemas, como a prática do bullying (repetição de atos que humilhem, envergonhem e reprimam um grupo ou um único indivíduo) entre alunos e a violência contra professores.
Primeiramente, vale destacar que um problema recorrente em relação à violência nas escolas é a prática constante do bullying entre os alunos. Isso tornou-se, infelizmente, uma prática muito recorrente entre as escolas do Brasil, causando sérios problemas em ambas as partes. Tanto no agressor, que muitas vezes sente-se reprimido por algo e desconta em alguém, e a vítima (ou grupo de vítimas), que sente-se humilhado e envergonhado, causando a si sérios danos psicológicos. Há casos famosos de vítimas de bullying durante a infância que, em uma tentativa frustrada de espantar os fantasmas que os assolam, realizam massacres em escolas, como o Massacre de Columbine ocorrido nos Estados Unidos em 1999, em que 15 pessoas tiveram suas vidas ceifadas e repercutiu em todo o mundo.
Além disso, outro problema recorrente em relação à violência em escolas é a violência contra professores e funcionários da ecola. Todos os dias, são relatados casos de violência causados por alunos contra professores. Nesse mesmo ano de 2020, o professor Marco Antônio De Souza, de 65 anos, foi agredido na escola em que leciona por um aluno de 12 anos apenas por repreender o garoto por este estar infringindo uma regra da escola. Essas e muitas outras situações semelhantes ferem os Direitos Humanos (promulgados em 1948 pela Organização das Nações Unidas), o que não deveria, de forma alguma, acontecer.
Destarte, é impressindível que essa problemática tenha um fim. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente à Força Militar Brasileira, a criação (e expansão) de escolas militares no Brasil, já que estas impõem uma educação rígida a seus alunos. Isso deve ser feito por meio de visitas mensais dos militares e representantes do Ministério da Educação às escolas que relatarem mais de uma vez algum tipo de problema relacionado à conduta de seus alunos. A partir dessas ações, espera-se a diminuição de casos de violência contra professores e até mesmo entre seus alunos.