O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 25/09/2020
Na produção americana “Clube dos Cinco”, cinco alunos com problemas de comportamento passam uma tarde em detenção, demonstrando atitudes desrespeitosas para com professores e instituição. Tal situação não se limita apenas à ficção, uma vez que o mau comportamento e a agressividade dos jovnes no âmbito estudantil crescem exponencialmente no Brasil. Nesse sentido, torna-se fundamental entender as raízes dessa problemática, bem como seus impactos às crianças, adolescentes e a sociedade.
Inicialmente, é necessário destacar as causas que produzem tal índole. O modo de vida contemporâneo é marcado pela pressão, principalmente na juventude, acarretando sensações de tristeza e incompreensibilidade. Assim, o sociólogo Zygmunt Bauman, ao discorrer sobre a modernidade líquida, afirma que as relações tornam-se cada vez menos concretas e, muitos não possuem a abertura e amparo necessários de amigos e família. Desse modo, o “mix” de sentimentos presente é canalizado em transtornos como ansiedade e depressão, tal como na rebeldia, originando má atitude no ambiente escolar.
Não obstante, convém ressaltar o panorama atual da educação no país. O descaso com as instituições de ensino públicas, locais com a maior incidência desse tipo de conduta, torna-se potencializador de um ambiente caótico. Segundo o sociólogo Charles Mills, a negligência estatal é a maior causa dos problemas sociais e, nesse contexto, projeta-se na falta de assistência profissional e estrutural. Logo, a agressividade estudantil, incentivada pela ausência de suporte, culmina em danos morais e físicos ao corpo docente e discente, assim como na destruição de patrimônio público.
Destarte, é notório que a conjuntura atual torna-se um desafio a ser superado pela contemporaneidade, por meio de medidas públicas. Isso posto, cabe, portanto, ao Governo Federal, disponibilizar maiores investimentos à esfera educacional, possibilitando melhorias estruturais e a contratação de profissionais especializados, como psicólogos. Dessa maneira, será dever do Ministério da Educação, promover projetos e palestras educacionais que visam a mudança comportamental e assistência estudantil, para que os alunos tenham opções para recorrer. Com essas ações, será possível superar esse desafio do ensino.