O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 24/09/2020
O filósofo Aristóteles defendia a importância do conhecimento para a obtenção da plenitude da essência humana. Para ele, sem a cultura e a sabedoria, nada separa a espécie humana do restante dos animais. Nesse contexto, é imperativo ressaltar o papel da escola para o desenvolvimento do aprendizado da sociedade. No entanto, há diversos obstáculos que impedem a concretização da construção do conhecimento, como o mau comportamento e a crescente agressividade de alunos no ambiente educacional, os quais, podem estar relacionados, respectivamente, com o desinteresse pelas aulas e a ascensão do bullying.
A princípio, entende-se que é necessário o sentimento de pertencimento por parte do aluno para que a aprendizagem seja significativa. Desse modo, quando os conteúdos são abordados de forma desconectada da realidade do discente, os quais não são claramente úteis para contexto desse indivíduos, isso acaba gerando desinteresse em aprender. Segundo o pedagogo brasileiro Paulo Freire, essa forma de ensinar é denominada “educação bancária”, a qual os professores encaram os alunos como receptores dóceis e não buscam adequar os assuntos à vida da comunidade escolar. Logo, observa-se que os estudantes ficam entediados e ociosos, perdendo o foco nas aulas, o que pode, facilmente, gerar mau comportamento.
Além disso, outro problema presente no ambiente escolar é o aumento da agressividade, que muitas vezes está associado à prática do bullying. De acordo com o sociólogo francês Pierre Bourdieu, a violência simbólica é uma forma de opressão sem coerção física, apoiada na imposição de padrões do discurso dominantes. Nesse viés, o bullying sofrido pelos alunos enquadra-se, inicialmente, como violência simbólica, o qual inferioriza grupos de diferentes etnias, classes e culturas. Tal cenário pode evoluir para casos que transcendem a opressão psicológica, causando danos físicos graves. Consequentemente, a escola enfrenta problemáticas como doenças mentais e evasão escolar.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para a construção do pleno conhecimento, mediante uma escola pacífica. Então, com o objetivo de mitigar o mau comportamento e a agressividade, o Ministério da Educação deve criar capacitações para professores, incentivando a utilização da pedagogia freiriana, a qual se preocupa em relacionar os conteúdo com o contexto de vida dos alunos. Isso pode ser realizados por meio de curso on-lines e presenciais direcionados aos docentes. Além disso, a escola deve trabalhar temas como a inclusão das diferenças, para diminuir a incidência de bullying. De tal modo, a sociedade brasileira alcançará plenitude da essência humana, por intermédio da educação de qualidade.