O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 30/09/2020

De acordo com o filósofo Mário Sérgio Cortella, “a escola passou a ser vista como um espaço de salvação”, pois, com a falha educacional promovida pelas famílias e problemas pessoais que influenciam negativamente nas atitudes dos jovens, elas atribuem suas obrigações às instituições educacionais. Contudo, não se faz tarefa das escolas educarem os alunos, pois isso é dever dos pais, mas, quando esse elemento não se faz presente e a família é desajustada, esse aluno se encontra deturpado, causando o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar. Seja pela estrutura familiar desequilibrada, seja pelo fato de não ser a obrigação da escola educar os alunos. Dessa forma, essa problemática deve ser resolvida.

Em primeiro plano, a estrutura familiar defasada provoca inúmeros problemas no contexto escolar. Conforme a pesquisa realizada pelo IBGE, “cerca de 84% dos casos de agressões nas escolas é consequência de famílias desajustadas”. Em suma, essas atitudes podem ser explicadas pela falta de atenção dos pais, problemas financeiros e problemas psicológicos, pois o aluno trás para sala de aula fatos que ele vivencia. Consequentemente, na tentativa de atrair a atenção dos familiares, eles acabam exercendo práticas hediondas.

Outrossim, é imperativo pontuar que não é obrigação das escolas oferecer educação aos jovens. Segundo a filósofa Letícia Aguiar, “a família educa, a escola ensina”, ou seja, não é função do corpo docente escolar estabelecer limites, transmitir valores e abordar o que é certo ou não, isso cabe aos pais. Porém, o mau comportamento e a agressividade crescente dos alunos nas instituições escolares têm como causa o modo de pensar adverso, que proporciona a falha na educação e a aglutinação na formação desses.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve elaborar programas para mitigar as consequências de famílias desajustadas que reflete nas atitudes dos alunos, por meio do oferecimento de palestras gratuitas com acompanhamento psicopedagógico para alunos que apresentarem distúrbios comportamentais, com a finalidade de amenizar os impactos negativos promovidos pelas famílias na formação desses. Ademais, cabe ao mesmo órgão enfatizar e distinguir as obrigações das escolas e famílias, por intermédio da elaboração de reuniões entre esses, na qual, façam a distinção de tarefas, para aplicá-las de forma efetiva, a fim de oferecer educação a todos, para que esse elemento primordial não seja camuflado. Desse modo, pretende-se acabar com esse conceito abordado por Cortella, para que não se faça presente o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar.