O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 09/10/2020

A violência tem se agravado cada vez mais e assumido diversas formas de expressão nas escolas, visto que elas passaram a desempenhar o papel dos pais: educar e ensinar. Todavia, o crescente aumento dos casos de violência escolar revela a crítica à atual situação da educação brasileira e se torna um impasse.

É claro que essa prática já existe há um bom tempo, mas só agora está recebendo um olhar mais atento por parte de profissionais e pesquisadores. De acordo com pesquisas do IBGE, em 2015, foi mensurado que 7,4% dos alunos sofrem algum tipo de zombaria/bullying e se sentem humilhados com isso, enquanto 19,8% já expuseram algum colega a uma situação vexatória. Isso sem citar os episódios de racismo, as piadinhas por questões de gênero ou religião, além de pequenas agressões físicas que, vez por outra, acabam passando despercebidas, assim como o isolamento social, a intimidação e até pequenos furtos.

Por conseguinte, as consequências desse episódio se notam em uma evidente baixa auto- estima, atitudes passivas, transtornos emocionais, problemas psicossomáticos, depressão e falta de interesse pelos estudos. É imprescindível a atuação de políticas públicas para a solução desse problema.

Contudo, tendo em vista os argumentos apresentados acerca da violência escolar, é de suma importância que o Estado, juntamente com o MEC (Ministério da Educação e Cultura), crie medidas, como a implementação de palestras e fóruns sobre o tema, a fim de conscientizar os alunos e pais sobre o danos provocados por esse ato e o seu combate. Fazer com que as escolas elaborem atividades lúdicas que ensinem sobre bons hábitos e incentive as famílias a estarem sempre atentas e presentes quanto a vida escolar do aluno, também é essencial. Construindo, assim, uma sociedade onde todos se sintam respeitados, uma vez que ” a violência seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota’’, Jean-Paul Sartre, filósofo francês.