O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 09/10/2020
A crescente hostilidade nas instituições de ensino.
Promulgada em 1988, a Constituição Federal garante o direito à educação para todos, sendo este dever da escola e da família, afim de qualificar os jovens e torná-los capazes de exercer a cidadania. Conquanto, a violência no âmbito estudantil é um obstáculo às instituições e inviabilizam o convívio social saudável para que haja uma aprendizagem adequada. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de infraestrutura e investimentos nas escolas públicas, que impossibilitam a convivência segura no ambiente estudantil. Segunda uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva e pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), 54% dos professores já sofreram algum tipo de violência nas escolas e entre os estudantes, 37% declararam ter sofrido violência. Diante do exposto, é inadmissível que a sociedade aceite essa negligência do governo.
Faz-se mister, ainda, salientar a discriminação como impulsionador do problema. Em primeira instância, as escolas representam uma chance de um futuro melhor para diversas crianças que buscam um emprego digno ou condições de vida melhores na vida adulta. Entretanto, as desigualdades raciais estão presentes no interior das instituições de ensino, devido ao tratamento diferenciado dado às negras e aos negros, pela ausência da História de negros nos currículos e pela representação discriminatória em livros didáticos. De acordo com o filósofo polonês Imannuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Desse modo, a discriminação racial, como forma de violência evidente, deve ser reprimida e punida nas instituições imediatamente.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessa forma, cabe ao Governo Federal investir no ensino público e ampliar as vagas de jovens em estágios, de aprendizagem ou profissionalizantes, de modo a prepará-los para o mercado de trabalho e tornar o ambiente escolar mais pacífico. Bem como, é dever do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criar mecanismos de diálogo com as vítimas e os agressores, para que recebam orientação adequada sob seus atos ou tratamento psicológico em caso de violência. Espera-se assim, que haja uma diminuição nos casos de violência escolar.