O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 09/10/2020
O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Paulo Freire afirma que a escola é um lugar de trabalho, de ensino e de aprendizagem, ou seja, um espaço para pensar. As instituições de ensino foram criadas para estimular o conhecimento dos jovens, e assim, fazer com que existam pessoas capacitadas para o mercado de trabalho. Porém, o que pode ser observado é uma situação de desrespeito, agressão e mau comportamento por parte dos alunos com os professores. Essa rebeldia ocorre em virtude da falta de interesse dos pais em educar seus filhos, já que acreditam que a escola deve ter esse papel. Essa nova criação do século XXI acontece por consequência do pouco tempo que os pais convivem com as crianças. Desse modo, elas baseiam seu comportamento nos meios de comunicação ou no seio familiar e não são educadas de maneira correta.
Segundo uma pesquisa divulgada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, 54% dos professores da rede já sofreram algum tipo de violência nas dependências das escolas em que lecionam. Esse número era de 51% em 2017 e de 44% em 2014. Já 81% dos estudantes relataram saber de episódios de violência em suas escolas no último ano. É notável que essas agressões se tornam cada vez mais frequentes nas redes de ensino, e preocupam a Secretaria Estadual de Educação.
Em uma entrevista para o G1, o professor Paulo Rafael Procópio, que lecionava história e geografia há três anos na escola estadual Octacílio Sant’anna em São Paulo, foi agredido a socos por um aluno de 14 anos. Outro caso de agressão foi registrado na escola estadual Fernando Costa, onde um professor e outro funcionário foram atacados e ameaçados de morte por um aluno de 12 anos. Assim sendo, esse comportamento agressivo, além de ser prejudicial para os educadores, causa diversos transtornos nos jovens, como falta de interesse nos estudos, depressão e problemas psicossomáticos.
Em síntese, é importante que medidas sejam tomadas para resolver o problema em questão. O Estado e o Ministério da Educação devem criar medidas para a prevenção de ataques em escolas, com o uso de palestras e debates a cerca do tema para conscientizar os alunos e responsáveis. Os pais devem ter consciência de seus papéis como educadores e passar mais tempo desfrutando da companhia dos filhos, com brincadeiras lúdicas que promovam o respeito e a colaboração. Assim, a escola voltará a ser um lugar de aprendizado e existirão profissionais competentes no futuro.