O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 09/10/2020

A Lei nº 13.185, em vigor desde 2016, classifica o bullying como intimidação sistemática, quando há violência física ou psicológica em atos de humilhação ou discriminação. A classificação também inclui ataques físicos, insultos, ameaças, comentários e apelidos pejorativos, entre outros. Contudo, é visível no ambiente escolar, que muitos alunos não denunciam esse tipo de agressão e levam consigo esses traumas tidos na infância.

Em virtude disso, muitas crianças e adolescentes levam consigo inseguranças, mágoas e rancor do ambiente escolar e dos antigos colegas de classe, sem compartilhar com a família ou educadores. Consequentemente, levam para a vida adulta problemas como, a dificuldade de interação social, depressão, ansiedade e problemas com vícios. Conforme uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística), em 2015, foi dito que 7,5% sofrem algum tipo de bullying, enquanto 19,8% já praticaram desta violência a alguém. Logo, é inaceitável que as escolas e responsáveis vejam acontecer este tipo de violência e não tomem atitude alguma.

Também é visto, que muitos jovens que foram oprimidos ou abusados na infância, se tornam adultos violentos, revoltados, como um instinto de defesa. De acordo com Paulo Freire, “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. Esta citação, reflete no ocorrido em Suzano, em uma escola estadual, onde um ex-aluno vítima de bullying praticou uma chacina em sua antiga escola. Portanto, medidas são necessárias para combater esta problemática. Que, não afeta só a vítima, mas também, a sociedade que terá de conviver com esta pessoa traumatizada. Contanto, é necessário que as escolas capacitem seus professores e funcionários para que consigam identificar este tipo de violência. Por meio de reuniões com os pais e profissionais e apoio pedagógico da escola. Com o propósito de promover relações saudáveis e respeitosas dentro e fora do ambiente escolar. E, como consequência, formar cidadãos mais preparados e seguros para a vida.