O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 09/10/2020
No final do século XIX, foi criado, “todo mundo odeia o Chris”, um seriado de TV, no qual se destaca o personagem “Chris”. Apesar de viver na cidade do Brooklyn em 1983, em seus diversos episódios, pode-se perceber confrontos e violência na escola que frequentava. Desse modo, essa problemática ainda persiste, seja por agressão física no ambiente escolar, seja pela falta de educação dos jovens. Todavia, a escola deve ser um local dedicado a educação, ao invés de um palco de intolerância e violência. Por isso, é necessário conhecer os motivos desencadeadores dessas ações e que os próprios locais de ensino e as famílias dos jovens se façam, intensamente, presentes na vida do aluno.
Nesse contexto, preocupações com a violência escolar não apenas existem como vêm crescendo a cada dia. De acordo com os dados do portal de notícias G1, em 37% das escolas públicas professores e alunos são vítima de algum tipo de violência. Essa que é por vezes é provocada por ações que passam despercebidas, e vão acumulando até um ato de violência. Infelizmente, muitos pais não dão atenção às diferenças comportamentais dos filhos, causando atos como a tragédia de Suzano, onde um aluno deixou dez mortos. É necessário o acompanhamento próximo ao aluno, visto que, o mau comportamento pode estar sendo causado por um bullying recorrente.
Paralelo a isso, é comum a terceirização da educação, isto é, os pais deixam a cargo da escola não só os ensinamentos dos conteúdos, mas a como se comportar e respeitar o próximo, o que deve ser lecionado dentro de casa. Os resultados são alunos que não entendem como lidar com o professor, gerando ameaças por simplesmente um má resultado. Segundo a pesquisa agressões e ameaças a professores, no brasil 59% dos professores já sofreram com agressões físicas ou verbais por parte dos alunos. Lamentavelmente, é muito comum no Brasil e deve-se a cultura da terceirização e o não acompanhamento da vida escolar.
Torna-se evidente, portanto, que a violência escolar no Brasil, tem causas e consequências graves, sendo necessário que medidas urgentes sejam pensadas a fim de minimizar ou até resolver esse problema. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve investir em campanhas e palestras dentro das escolas, feitas por profissionais, afim de conscientizar os pais a importância do acompanhamento da vida escolar. Além disso, é fundamental a orientação, da família, das instituições e dos próprios alunos, por especialistas em psicologia escolar. A psicopedagogia pode ser utilizada para que os estudantes se sintam à vontade com o diálogo, com a construção de relações de empatia para com seus colegas. Só assim, revendo regras e debatendo ideias, será possível fazer do ambiente escolar um verdadeiro aprendizado para a vida em sociedade e não um propagador de atitudes violentas.