O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 13/10/2020
Em março de 2019, a escola Raul Brasil sofreu um atentado que ficou conhecido como “o Massacre de Suzano”, em que alunos e funcionários foram mortos e feridos. Tal fato é apenas um entre outros fatores que evidenciam a crescente violência existente no âmbito escolar. Nesse contexto, cabe apontar como causa a falta de preparação dos docentes e como consequência problemas no desenvolvimento do aluno.
A princípio, cabe destacar a forma como a agressividade dos estudantes é tratada dentro das instituições. Segundo Dalai Lama, a violência não é um sinal de força, mas sim de desespero e fraqueza. Sendo assim, é necessário que haja uma compreensão além da punição. Porém, o observado nas escolas brasileiras são suspensões e advertências para alunos infratores, enquanto deveria haver diálogo e ensinamento a respeito do ato cometido. Dessa forma, enquanto o castigo for mais importante que a reeducação, a cultura de paz nunca será alcançada.
Como consequência, os delitos continuam e afetam outros estudantes. Muito além da agressão física, há também a violência simbólica, em que ocorrem danos morais e psicológicos. Nesse âmbito, estudos da Universidade Federal de Santa Catarina mostram que vítimas de discriminação têm um risco quatro vezes maior de desenvolver depressão ou ansiedade. Com tais danos, seu desenvolvimento tanto social quanto acadêmico é comprometido, o que afeta sua própria formação como indivíduo. Portanto, é necessário que haja uma reeducação efetiva para evitar que mais pessoas sejam prejudicadas.
Desse modo, é evidente que a violência nas escolas é uma problemática no Brasil que precisa ser sanada. Para mudar a atual conjuntura, é preciso que as escolas, agentes essenciais na construção do ser, possuam uma política corretiva mais eficiente por meio de detenções com aulas e acompanhamento psicológico para os infratores, a fim de fazê-los questionar e refletir sobre seu comportamento. Paralelamente, deve haver acompanhamento especializado para as vítimas do delito. Espera-se, assim, que a violência nas escolas diminua e que notícias como o ocorrido em Suzano não se repitam.