O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 14/10/2020

Diante das inúmeras situações vivenciadas pela sociedade hodierna, cumpre ressaltar o aumento da violência nas instituições educacionais, tal realidade ocorrem razão da escassa coesão social, o que favorece a existência de casos de bullying, por exemplo. Para tanto, urgem atos mais enérgicos da sociedade civil, em concomitância, com o Poder Público, tendo como escopo mitigar esse imbróglio da realidade brasileira.

Nessa perspectiva, é fulcral destacar a teoria proposta por Durkheim, pois disserta acerca de quadros anômicos na sociedade devido à falta do sentimento de pertencimento e empatia e considera-os como consequência da pouca coesão entre os indivíduos. Ademais, é possível estabelecer um paralelo entre os insipientes laços entre os cidadãos com os atos de violência, uma vez que o agressor além de não se colocar no lugar do outro, também não pondera sobre a repercussão física e mental do seu ato para com a vítima. Dessa maneira, é fundamental a implementação de ações que objetivem promover maior integração entre os brasileiros.

Ainda, sob esse mesmo viés, torna-se pertinente ressaltar o bullying que , por sua vez, caracteriza-se como agressões sistemáticas, como o tipo de a violência mais frequente no ambiente escolar. Nesse contexto, é válido analisar o Massacre de Suzano , em São Paulo, a medida que dois jovens vítimas de bullying durante a infância voltaram na escola que frequentavam e dispararam inúmeros tiros contra estudantes e funcionários como retaliação pela agressão sofrida. Esse cenário permite constatar que, muitas vezes, indivíduos que foram vítimas de violência podem se tornar potenciais agressores posteriormente. Logo, é essencial que medidas sejam executadas para reverter esse percalço.

Portanto, é perceptível a necessidade de atitudes em prol do bom convívio e da paz entre os cidadãos. Para isso, faz-se fundamental que o Poder Público, por meio do Ministério da Educação, promova mesas-redondas e palestras periódicas  nas instituições educacionais, sendo mediadas por profissionais qualificados, como psicólogos, tendo como público-alvo os estudantes e seus respectivos núcleos familiares. Tal ação possui o fito não só de estimular maior interação entre os indivíduos, mas também de estabelecer um canal de comunicação entre as famílias e a escola para que situações de violência sejam devidamente reportadas e sanadas. Apenas assim, poder-se-á consolidar uma realidade em que o quadro de anomia seja revertido, bem como o respeito entre os brasileiros disseminado.