O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 26/10/2020

Em 2011 o País presenciou um dos piores ataques a uma escola, que mais tarde ficou conhecido como o massacre de Realengo. Tal fato é um retrato da extrema violência que ocorre nas escolas brasileiras o que ainda representa um desafio para essa instituição, uma vez que o mau comportamento e a agressividade de alunos é crescente neste ambiente.

A priori, é preciso destacar que o colapso dos valores sociais corrobora para a persistência dessa problemática. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman vaticinou, em sua obra “Cegueira Moral”, que vivemos em uma modernidade líquida, fruto da banalização de princípios essenciais para o fortalecimento do pacto social. Dessa forma, o individualismo e, consequentemente, a falta de altruísmo se fazem presentes nas relações sociais e, como reflexo dessa sociedade, as crianças e adolescente reproduzem tais comportamentos, resultando, muitas das vezes, na violência no ambiente escolar.

Em segundo lugar, deve-se considerar também que a violência contra os professores também se faz presente nesse ambiente. Resultado da falta de debate e de propostas práticas que combatam essa problemática, a hostilidade contra o educador acaba por ser normalizado e esquecido. Nesse sentido, é por essa razão que, de acordo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil se encontra na liderança do ranking de agressões contra docentes. Assim sendo,  o professor acaba sendo exposto a doenças físicas e emocionais, afetando dessa forma a educação brasileira.

Diante disso, faz-se necessário que as escolas, instituições responsáveis pela educação e incorporação dos indivíduos na sociedade, incentive o sentimento de coletividade, cooperação e de fraternidade entre os alunos. Este deve ser feito por meio de palestras, campanhas, jogos colaborativos e rodas de conversa, a fim de incentivar uma cultura de paz e combater a violência na escola. Outrossim, as instituições de ensino devem também promover seminários que debatem a importância do respeito ao professor, além de traçar estratégias que garantam a integridade do docente. Somente assim, será possível opor-se a violência escolar e, consequentemente, impedir novos massacres.